Adriana Araújo: A sociedade não tolera mais retrocessos
Nunca foi apenas uma questão errada numa prova. A discussão é muito mais ampla. Qualquer promotor ou promotora tem que conhecer e cumprir a lei. Homem que mata
Nunca foi apenas uma questão errada numa prova. A discussão é muito mais ampla. Qualquer promotor ou promotora tem que conhecer e cumprir a lei. Homem que mata uma mulher por ciúme, por que não aceita a separação, porque quer impedi-la de seguir a vida tem que ser levado ao tribunal e ser punido com extremo rigor, com pena de até 40 anos de prisão.
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No Brasil esse crime só tem um nome: feminicídio. Este um o fundamento sólido que o Ministério Público tem que seguir. O erro era evidente. A correção demorou mas veio.
E é importante reconhecer que a decisão do Ministério Público de São Paulo é coerente com a sua missão: proteger as vítimas, punir os criminosos. Ainda não vencemos a impunidade, nem a matança de mulheres. Mas estamos no caminho.
Ainda que alguns tentem engatar a marcha ré, a sociedade não aceita mais retrocessos. E está alerta.
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