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Adriana Araújo: Matar por ciúme não é banal

O procurador Antonio Carlos da Ponte considerou na prova do ministério publico que o ciúme de um homem que mata a ex-mulher grávida é motivo fútil. Sabe o que ê

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20/08/2026 21:50 • Atualizado há 11 dias

O procurador Antonio Carlos da Ponte considerou na prova do ministério publico que o ciúme de um homem que mata a ex-mulher grávida é motivo fútil. Sabe o que ê motivo futil? É briga de bar. É matar um estranho numa discussão de futebol. O motorista se irrita no transito saca a arma e mata. Isso é motivo futil.

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Quando um homem mata pra impedir a ex de ficar com outro age por posse, por que considera a mulher sua propriedade. Isso não é banal. A menos que considerem a vida de uma mulher algo insignificante. Neste momento promotores e promotoras, estão escandalizados com a prova e se fazem uma pergunta: advogados de feminicidas vão poder pedir a anulação de denúncias?

Afinal, se o ministério público nega a existência de femincídio num exemplo contundente desse crime, por que o meu cliente tem que ser condenado? Promotor de justiça não é roteirista de novela. Não trata de ficção. Trata de crimes reais, na vida real. E isso tem impacto nos tribunais. Se esse entendimento prevalecer, vamos retroceder várias décadas no combate a violencia contra mulher.

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