Adriana Araújo: Se o MP não enxergar os feminicídios quem vai enxergar?
Um homem que mata por não não se conformar com o novo casamento e a gravidez da ex-mulher. É assim que estava escrito na prova para selecionar promotores em São
Um homem que mata por não não se conformar com o novo casamento e a gravidez da ex-mulher. É assim que estava escrito na prova para selecionar promotores em São Paulo. Um caso hipotético mas que, infelizmente, se repete com muita frequência no nosso país.
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A morte pelo ciúme, pela posse da mulher. Se não é minha, não será de mais ninguém. Não precisa ser advogado, promotor ou juiz. Esse é um exemplo claríssimo de feminicídio. Mas para quem elaborou a prova, não.
E o Ministério Público sequer deu mais explicações porque essa hipótese foi descartada? Se ele não matou por crime, qual foi o motivo, então?
Mas a pergunta mais importante é outra: se o Ministério Público, responsável por denunciar os assassinos de mulheres, não enxerga o femincidio num caso tão evidente, quem vai enxergar? Como a Justiça será capaz de punir os criminosos reais?
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E na vida real eles matam todos os dias. Quatro mulheres por dia.
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