Brasil

Apesar de corte, futuro dos juros no Brasil é incerto | Juliana Rosa

Colunista de economia destaca que Banco Central mantém cautela extrema devido aos riscos fiscais e climáticos

2 min

06/08/2026 10:24 • Atualizado há 25 dias

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central abriu caminho para reduzir a taxa de juros básica (Selic) para 13,75% ao ano na próxima reunião de setembro. A avaliação é da colunista de economia da BandNews FM, Juliana Rosa, com base no comunicado divulgado nesta quarta-feira (5) pelo comitê, que reduziu a Selic de 14,25% para 14%.

Continua depois da publicidade

Segundo a jornalista, o BC mantém a porta aberta para o alívio monetário diante da moderação gradual da atividade econômica, embora siga em alerta máximo contra os riscos inflacionários futuros.

O ritmo "homeopático" de queda e o peso das medidas fiscais

A redução feita pelo Banco Central foi a quarta consecutiva em 0,25% desde março. A colunista relembra que o ritmo de queda tem sido extremamente lento, após um período prolongado de nove meses em que os juros permaneceram estacionados no patamar de 15% ao ano.

De acordo com Juliana, uma das justificativas para condução cautelosa do Banco Central é por causa do chamado "choque de preços" no mercado internacional. A disparada recente do petróleo, motivada pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio, pressionou os custos globais.

Continua depois da publicidade

Além disso, segundo a colunista, as medidas de estímulo anunciadas pelo governo federal para sustentar os impactos da alta do petróleo também dificultam um corte drástico dos juros.

A jornalista também chama atenção para o fenômeno climático “El Niño”, que deve atingir e prejudicar as plantações em setembro, o que deve elevar o preço dos alimentos no país.

Segundo Juliana Rosa, o ano de 2027 é incerto e representará um momento decisivo para o Brasil.

Continua depois da publicidade

"É um divisor de águas, realmente, se a gente vai se manter numa rotina repetitiva da economia, crescendo muito pouco, ou se a gente vai fazer uma escolha de um salto de qualidade no crescimento do país", avaliou.

Apesar de corte, futuro dos juros no Brasil é incerto | Juliana Rosa