Argentino é preso após dizer que levaria criança embora como escrava em MG
Investigação aponta que suspeito fotografou criança negra de 7 anos e enviou mensagens com comentários racistas durante passeio de trem

Um turista argentino de 63 anos foi preso em flagrante sob a acusação de cometer o crime de injúria racial contra uma criança negra de 7 anos em Tiradentes, na região Central de Minas Gerais. O caso ocorreu dentro de um passeio turístico de Maria Fumaça. De acordo com a Polícia Militar, o homem tirava fotos do menino e compartilhava as imagens em um aplicativo de mensagens junto com declarações discriminatórias.
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O relatório policial detalha que outros passageiros do trem notaram o teor das mensagens no celular do suspeito e alertaram a mãe da criança, uma mulher de 32 anos. Segundo o boletim de ocorrência, em um dos textos enviados em espanhol, o homem escreveu a frase: “Posso levá-lo como escravo”.
Ao ser questionado pela mãe do menino, o idoso desbloqueou o aparelho telefônico e exibiu o histórico das conversas. A mulher conseguiu tirar uma foto da tela do celular para registrar a prova do crime. Passageiros e funcionários da linha turística contiveram o homem no vagão até o momento da chegada dos policiais militares.
Homem tem prisão ratificada e segue detido
O suspeito recebeu voz de prisão ainda no local do passeio e foi conduzido pelos policiais até a delegacia da Polícia Civil. O telefone celular utilizado no crime acabou apreendido pelas autoridades para passar por perícia técnica.
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A Polícia Civil confirmou que a prisão em flagrante do cidadão argentino foi ratificada pelo crime de injúria racial. Ele foi transferido para o sistema prisional do Estado de Minas Gerais, onde permanece preso e à disposição do Poder Judiciário.
Posição da defesa do investigado
A defesa do turista argentino manifestou-se sobre a prisão por meio de uma nota oficial assinada por seu advogado. O defensor informou que acompanha os desdobramentos do caso desde o momento da abordagem policial na estação e que reconhece a gravidade da acusação formalizada contra o cliente.
O advogado argumentou que é necessário aguardar a conclusão de todas as etapas da investigação policial antes de qualquer juízo definitivo sobre a conduta do cliente. A Polícia Civil mantém o andamento do inquérito para concluir a apuração dos fatos.
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