Band revela imagens exclusivas de poço da Petrobras no litoral do Amapá
A estrutura está localizada a quase 3.000 metros de profundidade em lâmina d’água e representa um marco nos estudos geológicos da bacia da Foz do Amazonas
A Petrobras confirma a descoberta de petróleo em águas profundas no litoral do Estado do Amapá, na região conhecida como Margem Equatorial. A reportagem da Band sobrevoou com exclusividade a área no Oceano Atlântico para registrar a estrutura de perfuração instalada na costa do extremo Norte do país.
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O poço exploratório recebeu o nome técnico de Morpho. A estrutura está localizada a quase 3.000 metros de profundidade em lâmina d’água e representa um marco nos estudos geológicos da bacia da Foz do Amazonas.
A base de apoio terrestre das operações fica em Oiapoque, município situado a cerca de 600 quilômetros da capital Macapá. A partir da pista local, o deslocamento em helicóptero até a unidade em alto-mar percorre 175 quilômetros e tem duração média de uma hora sobre a foz dos rios amazônicos.
Estrutura da perfuração e qualidade do óleo
O navio-sonda que executa os trabalhos tem 240 metros de comprimento e abriga 180 profissionais embarcados da Petrobras. A torre de perfuração opera uma composição de tubos metálicos e brocas pesadas destinadas a perfurar camadas de rocha no leito submarino.
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Segundo o engenheiro Artur Schlinker, a descoberta logo no primeiro poço perfurado na área constitui um evento raro na exploração petrolífera mundial, o que eleva as expectativas técnicas de toda a equipe em relação ao reservatório. As análises laboratoriais preliminares do material colhido no poço Morpho indicam que o hidrocarboneto apresenta características de excelente qualidade comercial.
Avaliação comercial e impacto no Amapá
Para validar a viabilidade econômica do campo, a Petrobras planeja perfurar e analisar o potencial geológico de outros três poços exploratórios na Margem Equatorial. A faixa litorânea de interesse estratégico estende-se por 2.200 quilômetros entre o Amapá e o Rio Grande do Norte.
O programa de pesquisas na área envolve investimentos previstos de mais de R$ 3 bilhões. Se as próximas etapas técnicas comprovarem volume suficiente de óleo recuperável, a estatal estima que a produção em escala comercial terá início em um prazo de seis a sete anos.
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As projeções da Confederação Nacional da Indústria (CNI) indicam que a exploração regular de hidrocarbonetos pode elevar o Produto Interno Bruto (PIB) do Amapá em mais de 60%. O impacto econômico potencial deve beneficiar diretamente a população de Oiapoque, cidade de 32 mil habitantes.
O avanço na Margem Equatorial segue o modelo da vizinha Guiana, cuja economia cresceu cerca de seis vezes em menos de uma década após a confirmação de reservas estimadas em 11 bilhões de barris de petróleo. Novas rodadas de testes definirão o cronograma de exploração da costa brasileira.
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