Bebê é abandonada em terreno no Paraná; mãe de 16 anos alega estupro
Recém-nascida foi resgatada com hipotermia e fraturas em Piraquara; Conselho Tutelar acompanha a vítima e Justiça proíbe aproximação familiar
Uma recém-nascida foi resgatada na madrugada de segunda-feira (24) após ser abandonada em um terreno baldio no município de Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, no Paraná. A mãe da criança, uma adolescente de 16 anos, afirma ter sido vítima de estupro e relata que desconhecia a gestação até o momento do parto.
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A menina foi localizada por uma vizinha da região. A testemunha encontrou a criança enrolada em uma toalha e acondicionada dentro de sacos plásticos descartados em meio à vegetação do lote. Socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) prestaram os primeiros socorros no local. A recém-nascida deu entrada no hospital com quadro de hipotermia grave e duas fraturas corporais, lesões que podem ter ocorrido durante o trabalho de parto. O quadro de saúde da bebê é considerado estável.
A adolescente de 16 anos também recebe atendimento médico na mesma unidade hospitalar e apresenta boa recuperação física. Segundo informações fornecidas por uma tia da adolescente, a jovem procurou a Unidade Básica de Saúde (UBS) de Piraquara em março deste ano com queixas de fortes dores na região do abdome.
Na ocasião da consulta, o médico que realizou o atendimento diagnosticou a paciente apenas com problemas intestinais. De acordo com os familiares, a equipe médica não solicitou a realização de exame de gravidez durante o acompanhamento clínico.
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A recém-nascida permanece sob a responsabilidade do Conselho Tutelar e pode ser encaminhada para adoção após receber alta hospitalar. A Justiça determinou uma medida protetiva de urgência que proíbe expressamente o contato da adolescente e de seus pais com a criança.
A Polícia Civil do Paraná abriu inquérito para apurar todos os fatos. O delegado João Paulo Pelaez informou que os investigadores apuram a eventual participação dos pais da adolescente no abandono da recém-nascida e a ciência prévia da família sobre a gravidez. A corporação apura ainda a denúncia de violência sexual relatada pela jovem, investigação conduzida em procedimento apartado pelas autoridades policiais locais.
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