Brasil deve liderar exportações agrícolas globais, aponta Financial Times
Reportagem do Financial Times destaca avanço do agronegócio brasileiro, impulsionado por tecnologia, produtividade e mudanças no comércio internacional.

O Brasil caminha para se tornar o maior exportador de produtos agrícolas do mundo, superando os Estados Unidos.
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A avaliação foi publicada pelo jornal britânico Financial Times, que atribui parte desse avanço às mudanças provocadas pela política tarifária adotada pelo presidente norte-americano Donald Trump e ao aumento da competitividade do agronegócio brasileiro.
Durante participação no Jornal Gente, a jornalista Sonia Blota destacou a análise do periódico britânico, considerada uma das principais publicações especializadas em economia e finanças.
Segundo a reportagem, a perda de espaço dos Estados Unidos no comércio agrícola internacional começou a se intensificar ainda em 2018, quando o governo Trump iniciou a imposição de tarifas sobre produtos chineses.
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Como resposta, a China reduziu significativamente a compra de produtos agrícolas norte-americanos e ampliou as importações de commodities produzidas no Brasil, especialmente soja.
Diferença entre Brasil e Estados Unidos diminuiu
Os números apresentados pelo Financial Times mostram a mudança no cenário mundial do agronegócio.
Em 2021, os Estados Unidos exportavam cerca de US$ 56 bilhões a mais do que o Brasil em produtos agrícolas.
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Em 2025, essa diferença caiu para aproximadamente US$ 2 bilhões.
Já no primeiro semestre de 2026, as exportações brasileiras do agronegócio cresceram 6%, alcançando o valor recorde de US$ 87 bilhões, desempenho que pode consolidar o país como o maior exportador agrícola do planeta.
Avanço vai além da guerra tarifária
Segundo a publicação britânica, o crescimento brasileiro não é explicado apenas pelas disputas comerciais entre Estados Unidos e China.
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O desenvolvimento tecnológico do campo brasileiro também é apontado como um dos principais fatores para o aumento da competitividade.
Entre os destaques estão o avanço genético de culturas adaptadas às condições climáticas brasileiras, a correção da fertilidade de solos antes considerados pouco produtivos e a possibilidade de realizar duas ou até três safras por ano em diversas regiões do país.
Atualmente, o Brasil lidera as exportações mundiais de produtos como café, soja, açúcar, suco de laranja, carne bovina, carne de frango, algodão e celulose, além de ocupar posição de destaque na produção de milho e amendoim.
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