Brasileiros são os viajantes mais impacientes do mundo, aponta pesquisa global
Um em cada cinco desiste de comprar passagens, hospedagens ou passeios após falha no pagamento; estudo atribui comportamento ao “efeito Pix”

O brasileiro é, segundo uma pesquisa internacional, o viajante mais impaciente do mundo. O levantamento mostra que 19% dos turistas do país — quase um em cada cinco — desistem imediatamente da compra de uma experiência de viagem, como passagens aéreas, hospedagens ou passeios, quando ocorre qualquer falha na forma de pagamento.
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A taxa é quase quatro vezes superior à média global, que é de apenas 5%. A explicação está no chamado “efeito Pix” — a popularização do pagamento instantâneo que acostumou o consumidor brasileiro à velocidade e à conveniência das transações digitais.
O impacto do “efeito Pix” nas compras de viagem
Para os economistas ouvidos na pesquisa, o Pix criou um padrão de comportamento mais imediatista. Como o sistema de pagamento instantâneo é amplamente aceito no Brasil, muitos consumidores se frustram quando sites internacionais não oferecem essa opção.
Cerca de 65% dos brasileiros afirmam desistir da compra quando o meio de pagamento preferido não está disponível. “O viajante brasileiro quer resolver tudo na hora. Quando o site recusa o cartão, pede mais etapas ou não aceita Pix, ele simplesmente abandona a compra”, explica o colunista de turismo da BandNews FM, André Coutinho.
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Preferências e hábitos do viajante brasileiro
O estudo revela ainda que 77% dos brasileiros preferem pagar com cartão de crédito, 71% optam pelo Pix, e 93% gostam de dividir o pagamento em mais de uma modalidade — o formato mais popular é a combinação “milhas + cartão”.
Apesar dessa demanda por flexibilidade, apenas 22% dos estabelecimentos pesquisados oferecem opções de pagamento híbrido, o que amplia a insatisfação do consumidor nacional.
Para André Coutinho, isso mostra que empresas do setor precisam melhorar a experiência digital, garantindo agilidade e mais opções para o cliente concluir a compra. “Há um profissional que resolve tudo isso — o agente de viagens. Ele oferece as alternativas, aceita Pix, parcela, e evita o perrengue online”, destacou.
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Impaciência e comportamento cultural
A reação do brasileiro também tem um componente emocional e cultural. Segundo Coutinho, a desistência pode refletir um comportamento supersticioso (“se não deu certo, é sinal de que não era pra viajar”) ou um freio financeiro diante do gasto elevado.
De qualquer forma, os números reforçam a imagem de um consumidor exigente, digitalizado e pouco tolerante a falhas — especialmente quando o assunto é viagem e lazer.
Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.
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