Brasil

Andreazza: sob pressão, Flávio demonstra insegurança na campanha

Colunista aponta que senador tenta criar figura impossível do 'bolsonarista moderado' ao repetir notícias falsas sobre urnas eletrônicas para diplomatas em Brasília

2 min

22/07/2026 11:25 • Atualizado há 40 dias

O senador e pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), discursou para uma plateia de representantes diplomáticos de mais de 40 países, repetindo questionamentos sobre a legitimidade das urnas eletrônicas brasileiras.

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O colunista político e âncora do Tem Método, Carlos Andreazza, relembra que essa foi uma das estratégias utilizada pelo pai do parlamentar, o ex-presidente Jair Bolsonaro, durante as eleições de 2022. As declarações foram classificadas jornalista como um reflexo da forte pressão interna da ala radical da oposição. Segundo o colunista, o senador busca alimentar a militância mais fiel em meio a crises sucessivas na campanha.

A pressão pela radicalização e a criação de uma figura 'impossível'

Andreazza apontou que Flávio Bolsonaro tenta sustentar a postura de um bolsonarista moderado que, segundo ele, seria uma contradição prática. O colunista analisou que, diante de um período difícil na campanha presidencial, o senador cedeu às cobranças de alas da oposição que exigem um alinhamento mais duro, principalmente de pessoas ligadas a Eduardo Bolsonaro.

Segundo o jornalista, funciona como a entrega de um "copo de sangue" para satisfazer a sede do grupo conspiracionista, mas sem trazer ganhos práticos reais à candidatura de Flávio.

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"Muito pelo contrário, ele cria novos problemas para si ao repetir dados falsos que já foram amplamente desmentidos pela Justiça Eleitoral, gerando desgaste desnecessário."

Fake news sobre a Smartmatic e a desinformação no debate legítimo

O ponto mais crítico abordado pelo colunista foi a declaração mentirosa do pré-candidato associando o sistema de votação brasileiro à empresa venezuelana Smartmatic. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já reiterou em diversas ocasiões que todo o sistema de votação e programação das urnas é gerido exclusivamente pela Justiça Eleitoral, sem qualquer interferência da companhia estrangeira.

Andreazza alerta que há uma diferença entre disseminar notícias falsas sobre o sistema eleitoral e a cobrança legítima por mais transparência no sistema de votação, o que considera um debate essencial para a sociedade democrática.

Os riscos judiciais e o impacto da desconfiança na imprensa nacional

Questionado se o flerte com uma possível inelegibilidade seria uma jogada calculada do senador para alegar perseguição política, o analista não descartou a possibilidade, mas alertou para o perigo desse padrão de comportamento. Em 2023, o ex-presidente Jair Bolsonaro foi declarado inelegível pelo TSE justamente por disseminar acusações sem provas contra as urnas para diplomatas estrangeiros.

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De acordo com Andreazza, essa persistência em desinformar cria uma armadilha retórica para os veículos de comunicação. Ao se verem obrigados a desmentir seguidamente as mesmas mentiras propagadas pelos políticos, os jornais correm o risco de parecerem defensores fanáticos das urnas perante uma parcela desconfiada do eleitorado, gerando um ciclo nocivo de desconfiança geral.

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