Cartéis e facções criminosas recrutam crianças com armas de guerra
Organizações no México, na Colômbia e no Brasil usam armamento pesado para treinar menores e garantir controle territorial

Cartéis internacionais e facções criminosas intensificam o aliciamento e o treinamento militar de crianças e adolescentes para atuar em conflitos armados no México, na Colômbia e no Brasil. Imagens exibidas revelam menores portando fuzis e pistolas em áreas urbanas e florestas.
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No México, uma gravação de câmera de segurança registrou a ação de um jovem de 13 anos na cidade de Culiacán, no Estado de Sinaloa. O adolescente aparece armado na entrada de uma residência e efetua disparos contra um homem durante um confronto entre cartéis locais. Em outro registro no país latino-americano, jovens portam fuzis de uso restrito e atiram em uma área de mata fechada.
A polícia mexicana prendeu nesta semana três homens e apreendeu um menor de idade ligados a um cartel. Com os suspeitos, os agentes encontraram carregadores, telefones celulares e acessórios bélicos. A cooperação e o intercâmbio tático entre grupos criminosos expandiram essa prática para comunidades do Rio de Janeiro. A metodologia foi importada após a aproximação de facções locais com guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
Na Colômbia, crianças sequestradas tornam-se prisioneiras e recebem instrução militar em florestas dominadas por grupos armados, onde também ocorrem o cultivo da folha de coca e a produção de cocaína.
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No Brasil, flagrantes mostram crianças integradas à facção Terceiro Comando Puro (TCP). Na comunidade Gardênia Azul, na zona oeste da capital fluminense, um menino de cerca de 11 anos foi registrado com uma arma de fogo em uma das mãos e um rádio comunicador na outra, atuando na função de olheiro do tráfico.
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