Caso Pedro Ely: Polícia procura suspeito de matar advogado em São Paulo
Vagner Pereira da Silva teve a prisão decretada após vítima de 43 anos sofrer overdose de cetamina durante encontro na capital
A Polícia Civil de São Paulo procura Vagner Pereira da Silva, apontado pelas investigações como o principal responsável pela morte do advogado Pedro Ely, de 43 anos, vítima do golpe conhecido como "boa-noite, Cinderela" na capital paulista. A Justiça expediu o mandado de prisão temporária contra o suspeito após a conclusão da apuração conduzida pelo Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).
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O advogado, natural do Rio de Janeiro e com atuação profissional em São Paulo, marcou um encontro noturno com o investigado por meio de redes sociais. Imagens de câmeras de segurança registraram a movimentação dos dois juntos em um estabelecimento comercial antes do crime.
De acordo com a apuração, a vítima consumiu bebidas alcoólicas misturadas a uma dosagem excessiva de cetamina, substância anestésica. Pedro Ely passou mal logo após a ingestão da droga e morreu na calçada no bairro da Vila Madalena, na Zona Oeste da capital.
Atuação de quadrilha especializada em golpes
Vagner Pereira da Silva é considerado o líder de uma quadrilha especializada na aplicação de golpes com substâncias sedativas. O suspeito utilizava perfis em plataformas digitais para atrair vítimas e roubar pertences pessoais e valores financeiros.
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O investigado já cumpriu pena anteriormente no sistema penitenciário por crimes de roubo e furto. Após a confirmação de sua identidade pelas equipes do DHPP e a decretação da prisão pela Justiça, ele abandonou os locais que costumava frequentar e passou à condição de foragido.
Investigadores da Polícia Civil realizam buscas contínuas em diversos endereços e possíveis esconderijos ligados ao suspeito na região metropolitana de São Paulo. O objetivo dos agentes é localizar o foragido e identificar outros possíveis integrantes do esquema criminoso.
Riscos do uso de substâncias controladas em crimes
Os laudos periciais indicam que a associação entre bebidas alcoólicas e altas doses de cetamina potencializou a depressão do sistema nervoso central da vítima. A prática de dopar alvos em encontros presenciais tem sido monitorada com rigor pelas divisões especializadas da polícia paulista.
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