Caso Sabine Boghici: suspeito de induzir suicídio é preso no Rio de Janeiro
Rafael Maia Cardoso é acusado de extorquir e coagir a herdeira após a morte da companheira; investigações apontam agressões físicas e psicológicas
A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro prendeu Rafael Maia Cardoso em seu apartamento no Jardim Botânico, na Zona Sul da capital fluminense. Ele é suspeito de envolvimento na morte da atriz e herdeira Sabine Boghici, filha do negociador de obras de arte Jean Boghici. Rafael responde por crimes como seqüestro, cárcere privado, tortura e instigação ao suicídio contra a vítima.
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As investigações ganharam novos desdobramentos após o caso ser reaberto a pedido da mãe de Sabine, a socialite Geneviève Boghici. A partir de depoimentos de testemunhas e exames periciais no corpo da herdeira, os investigadores concluíram que a mulher sofria agressões físicas e psicológicas contínuas, o que teria levado ao desfecho fatal.
Entenda o histórico do golpe milionário
Sabine Boghici ganhou notoriedade ao ser presa em 2022 acusada de integrar um golpe milionário contra a própria mãe. A maquinação contra Geneviève Boghici resultou no desvio de dinheiro e na subtração de obras de arte avaliadas em mais de R$ 720 milhões, incluindo quadros de Tarsila do Amaral.
A mentora da fraude foi apontada pela polícia como Rosa Stanesco, uma falsa vidente e então companheira de Sabine. Rosa convenceu a matriarca a realizar pagamentos sob a justificativa de custear trabalhos espirituais em benefício da família.
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O esquema envolveu familiares de Rosa: a filha Catarina Stanesco e o marido desta, Rafael Maia Cardoso. Após ser solta em 2023, Sabine passou a residir no mesmo apartamento com a thoroughly coagida convivência da enteada Catarina e do genro Rafael, na Zona Sul do Rio de Janeiro.
Extorsão e morte da herdeira
Durante o período de convivência, Rafael e Catarina passaram a extorquir a atriz. Em dezembro de 2023, Sabine Boghici morreu ao cair do quinto andar do prédio onde o trio morava. Inicialmente tratado como suicídio, o caso passou a ser investigado como indução e instigação à morte após a apuração de abusos sofridos na residência.
Catarina Stanesco já se encontrava presa sob suspeita dos mesmos crimes, após denúncias e gravações apresentadas por vizinhos do condomínio. Em depoimento à polícia, Rafael Maia Cardoso negou todas as acusações e alega inocência. O processo segue em andamento na Justiça do Rio de Janeiro.
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