'Cirilo' do PCC e esposa são executados dentro de carro em São Paulo
Luiz Carlos Moreno do Carmo e Samantha Silva Alexandre do Carmo foram alvejados em frente a uma residência; a polícia investiga a motivação do crime

Um homem apontado como integrante da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) e sua esposa foram executados a tiros na noite desta terça-feira. Luiz Carlos Moreno do Carmo, de 40 anos, e Samantha Silva Alexandre do Carmo, de 36, foram atingidos por mais de 20 disparos enquanto estavam dentro de um veículo de luxo. O crime ocorreu em frente à residência de um engenheiro, onde acontecia uma confraternização.
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De acordo com informações, o casal chegou ao local em um Toyota Corolla blindado. Durante o evento, Luiz Carlos, conhecido como "Cirilo", recebeu uma ligação telefônica e convidou a esposa para sair. Eles pegaram emprestado um Audi, pertencente ao anfitrião, sob a justificativa de que Luiz Carlos estaria interessado em comprar o veículo.
Ao retornarem à residência, no momento em que se preparavam para descer do carro, foram surpreendidos pelos atiradores. Testemunhas relataram à polícia que os disparos partiram de ocupantes de um veículo branco que passava pela via. O barulho dos tiros foi confundido por vizinhos com fogos de artifício, uma vez que ocorria uma partida da seleção feminina de futebol no momento do ataque.
Investigação e histórico criminal
As autoridades informaram que o socorro médico foi acionado, mas o casal não resistiu aos ferimentos. O dono do Audi afirmou em depoimento que não presenciou a execução e encontrou o veículo já alvejado. Segundo o relato, a porta do passageiro estava aberta e Samantha foi localizada com as pernas para fora do automóvel. Os aparelhos celulares das vítimas não foram encontrados no local do crime.
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A ficha criminal de Luiz Carlos Moreno do Carmo indica uma extensa trajetória no sistema judiciário. Segundo a polícia, ele era réu por envolvimento na morte de Manoel Paulo da Silva Junior, apontado como chefe do grupo "Pé de Pato", que controlava transmissões clandestinas de sinal de TV na Zona Sul de São Paulo.
Manoel Paulo teria sido morto em 2022 por interferir nos negócios da facção criminosa. No entanto, em julgamento realizado em janeiro deste ano, Luiz Carlos foi absolvido e colocado em liberdade. Além deste caso, ele respondia por outros três homicídios. A Polícia Civil trabalha agora para identificar os autores da execução e entender se o crime possui relação com o histórico de "Cirilo" na organização criminosa.
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