Especialista em TI é investigado por crimes cibernéticos em São Paulo
Investigação aponta elo entre profissional do setor tecnológico e "BRTurbo", hacker preso pela Polícia Federal por fraudes de R$ 30 milhões

A Corregedoria Geral da Polícia Civil do Estado de São Paulo conduz uma investigação sobre as atividades de um profissional da área de Tecnologia da Informação (TI) suspeito de utilizar conhecimentos técnicos para a prática de ilícitos no ambiente digital. O investigado possui uma trajetória extensa no setor, iniciada na década de 1990, com experiência em desenvolvimento de sistemas, infraestrutura, automação e gestão de TI em empresas dos setores financeiro e corporativo.
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De acordo com a polícia, o indivíduo exerceu cargos executivos e consultoria especializada ao longo de duas décadas. Recentemente, o profissional atuou em projetos vinculados ao setor público, o que, segundo a Polícia Civil, demonstra familiaridade técnica com estruturas e rotinas governamentais, ponto considerado relevante para o avanço das investigações em curso.
Vínculo com investigado pela Polícia Federal
As diligências identificaram indícios de um vínculo operacional entre o especialista e Francisco Bruno de Sousa Costa, conhecido no meio cibernético como “BRTurbo”. Costa foi alvo de investigações federais anteriores por ataques cibernéticos, exploração de vulnerabilidades em sistemas públicos e criação de artefatos maliciosos.
Os elementos reunidos até o momento apontam para uma cooperação técnica entre ambos, caracterizada pelo compartilhamento de táticas para a invasão de sistemas informatizados. Essa interação teria ocorrido antes da prisão de Francisco Bruno pela Polícia Federal no âmbito da Operação Saque Antecipado. A operação em questão apurou fraudes contra o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (DETRAN/DF) e a movimentação de cerca de R$ 30 milhões oriundos de crimes eletrônicos envolvendo benefícios sociais.
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Continuidade das atividades clandestinas
A investigação da Polícia Civil indica que, mesmo após a prisão de seu suposto colaborador, o especialista em TI teria mantido a atuação de forma independente. Ele permaneceria vinculado ao intercâmbio clandestino de informações e recursos voltados à exploração indevida de sistemas computacionais.
A instituição ressalta que o foco da apuração não recai sobre a formação acadêmica ou o exercício da profissão lícita, mas sim sobre condutas individualizadas que configuram uso indevido de conhecimento técnico para fins criminosos. O caso é acompanhado pelo Controle Interno da corporação, que afirma observar os princípios do devido processo legal e do contraditório.
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