Facções instalam telhados em ruas do Rio para fugir de monitoramento
Estruturas impedem a visão aérea de policiais e de grupos rivais que utilizam drones para ataques com granadas em comunidades
O avanço das organizações criminosas no Rio de Janeiro ganhou um novo capítulo com a instalação de coberturas em ruas e vielas de comunidades, especialmente no Complexo do Alemão. O objetivo das facções é dificultar o monitoramento feito pelas forças de segurança e, também, proteger seus membros contra ataques aéreos de grupos criminosos rivais.
Continua depois da publicidade
Mudança drástica na geografia local
Imagens de monitoramento da Polícia Civil revelam uma transformação impressionante na área em um intervalo de menos de 90 dias. A comparação entre registros de novembro do ano passado e fevereiro deste ano mostra a rápida expansão de estruturas brancas que cobrem passagens inteiras dentro da favela.
"Em menos de 3 meses, a geografia da comunidade mudou exatamente para tentar se esconder dos ataques de drones feitos por rivais e também do monitoramento da polícia."
Guerra de drones e granadas
A estratégia reflete a escalada da violência urbana no Rio de Janeiro. Segundo as autoridades, o uso de drones não se restringe mais ao suporte logístico da polícia; facções rivais têm utilizado a mesma tecnologia para localizar inimigos e realizar ataques aéreos com granadas.
"Imagine o mesmo drone, a mesma estrutura aérea, que foi importante para mostrar para a polícia onde pessoas que deveriam ser encontradas estavam, é o drone que a polícia usa lá no Rio de Janeiro, mas é o mesmo drone que os traficantes usam também para atacar os seus rivais."
A Polícia Militar afirmou estar atenta à expansão dessas estruturas e monitorando a movimentação dentro das áreas ocupadas pelo tráfico.
Fique por dentro das últimas
notícias
