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Governo de SP amplia prazo de desocupação da Favela do Moinho em meio a denúncias de ameaças

Ex-moradores estão sendo coagidos a repassar parte do valor do auxílio-moradia a criminosos da região

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29/07/2025 16:21 • Atualizado há 398 dias

O governo de São Paulo decidiu ampliar o prazo para a conclusão da desocupação da Favela do Moinho, localizada na região central da capital paulista. A medida foi tomada enquanto o Ministério Público e a Polícia Civil investigam denúncias de ameaças feitas por integrantes do crime organizado contra ex-moradores da comunidade.

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A Rádio Bandeirantes confirmou junto ao Ministério Público e à Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação que há relatos de intimidações. Segundo essas denúncias, os ex-moradores estão sendo coagidos a repassar parte do valor recebido em auxílio-moradia a criminosos da região.

Mais de 400 famílias já deixaram a favela. O governo afirma que a adesão ao acordo de remoção chegou a 91%. No entanto, parte dos ocupantes resiste à saída. Entre os que rejeitaram a proposta estão proprietários de imóveis que, segundo a apuração, alugam casas dentro da comunidade e não têm interesse em deixar o local.

A Favela do Moinho é uma das últimas grandes ocupações no centro de São Paulo e tem histórico de conflitos sociais, incêndios e disputas fundiárias. O processo de desocupação, anunciado como parte de um projeto de revitalização urbana, agora está cercado por preocupações com a segurança dos beneficiários e a possível atuação de grupos criminosos na tentativa de controlar os recursos destinados às famílias.

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