Homem que matou motorista de ônibus em SP é condenado a 16 anos de prisão
Luís Gonzaga Estevam Barbosa foi sentenciado pelo Tribunal de Júri pela morte de Gabriel Moraes da Silva, baleado após discussão sobre parada fora do ponto
O Tribunal de Júri condenou nesta quarta-feira (5) Luís Gonzaga Estevam Barbosa, de 61 anos, a 16 anos e 11 meses de prisão em regime fechado pelo assassinato do motorista de transporte público Gabriel Moraes da Silva. O julgamento ocorreu no Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste de São Paulo, pouco mais de dois anos após o crime que comoveu a família e os colegas da vítima.
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O réu foi julgado e considerado culpado pelos crimes de homicídio qualificado por motivo fútil e porte ilegal de arma de fogo. Durante o plenário, a acusação e a defesa debateram o caso diante do conselho de sentença, enquanto parentes acompanharam a sessão para cobrar a efetivação da justiça em memória do jovem trabalhador.
O caso aconteceu em 7 de julho de 2024, quando Gabriel, de 26 anos, trabalhava como motorista na região do Itaim Paulista, no extremo leste da capital paulista. De acordo com as investigações acompanhadas pelo Brasil Urgente, o crime foi motivado pela recusa do motorista em parar o coletivo em uma esquina fora do itinerário oficial regulamentado, ato que violava as normas da linha e poderia render advertência profissional.
Testemunhas relataram à época que o passageiro irritou-se com a negativa e iniciou uma discussão verbal, proferindo ofensas e argumentando sobre a idade de Gabriel. Em seguida, o homem sacou um revólver e disparou contra a cabeça do motorista. Mesmo baleado, Gabriel perdeu o controle da direção e o veículo colidiu contra uma residência. O autor do disparo, que atuava como manobrista e era Colecionador, Atirador e Caçador (CAC), fugiu do local e permaneceu foragido por cinco dias antes de ser preso no estacionamento onde trabalhava.
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A defesa de Luís Gonzaga sustentava a versão de que ele teria atirado após ser ofendido pela vítima, argumento refutado pelo Tribunal de Júri. Com a condenação proferida ao término do julgamento, a família espera que o réu permaneça cumprindo pena para que a memória de Gabriel seja honrada.
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