Indústria do Brasil e dos EUA buscam agenda de inovação e investimento
Evento inédito durante a Brazilian Week reúne 500 empresários para discutir inteligência artificial, transição energética e minerais estratégicos
Representantes das indústrias brasileira e americana se reuniram em Nova York para estabelecer uma agenda estratégica compartilhada, focada em competitividade e novas tecnologias. O Brasil-U.S. Industry Day, organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em colaboração com a Câmara de Comércio Americana, representa um marco no fortalecimento dos laços comerciais entre as duas maiores potências econômicas do continente.
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O encontro em Manhattan concentrou debates sobre temas fundamentais para a economia contemporânea, como o impacto da inteligência artificial na produtividade fabril e o papel dos minerais estratégicos nas cadeias globais de suprimento. Além disso, a cooperação para o desenvolvimento de uma matriz energética mais limpa e a resiliência da infraestrutura industrial frente aos desafios globais dominam as discussões entre os cerca de 500 participantes.
Lideranças de grandes corporações multinacionais, incluindo nomes como Vale, Gerdau, Embraer, JBS e Merck, participaram das sessões de intercâmbio de experiências. O objetivo central é a construção de modelos de cooperação que permitam a integração dos ecossistemas de inovação de ambos os países.
Complementaridade e integração produtiva
Ricardo Alban, presidente da CNI, ressalta que o evento conta com a presença de mais de 30% de empresas americanas, o que evidencia o interesse mútuo na ampliação da interface produtiva. Para ele, o fortalecimento da parceria com os Estados Unidos, considerado um aliado fundamental no setor de manufatura, deve focar na criação de cadeias de suprimentos robustas e complementares.
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O prêmio Brasil-U.S. Industrial World Award é entregue a instituições e executivos que contribuem para a sinergia econômica bilateral. Entre os homenageados estão Francisco Gomes Neto, da Embraer, e Wesley Mendonça Batista, da JBS, cujas empresas possuem operações consolidadas no mercado norte-americano.
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