Líder de facção catarinense aliada do CV é preso no Paraguai
Fabio Celso Oberoli, condenado a 21 anos no Brasil, foi detido em Pedro Juan Caballero; Justiça paraguaia já autorizou a extradição

Um dos principais líderes do Primeiro Grupo Catarinense (PGC), Fabio Celso Oberoli, conhecido como Kamikaze, foi preso pela polícia paraguaia na cidade de Pedro Juan Caballero, localizada na fronteira com o Mato Grosso do Sul. O homem era foragido da Justiça brasileira, onde tem uma condenação de 21 anos de prisão pelo crime de tráfico de drogas.
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A captura aconteceu enquanto o suspeito circulava pela cidade vizinha a bordo de um veículo importado, acompanhado da namorada. Durante a abordagem, Oberoli tentou despistar os agentes apresentando documentação falsa, mas os policiais já realizavam o monitoramento de sua rotina e confirmaram a verdadeira identidade do foragido. Após a formalização da detenção, a promotoria do Paraguai responsável pelo caso confirmou a prisão preventiva do brasileiro e autorizou o início dos trâmites legais para a sua extradição ao Brasil.
Aliança entre facções e disputa de rotas
As investigações das autoridades de segurança indicam que o PGC atua em aliança direta com o Comando Vermelho (CV), organização criminosa originária do Rio de Janeiro. Essa parceria estratégica busca expandir o controle territorial de rotas e enfrentar o Primeiro Comando da Capital (PCC) na região Sul do país.
Além de manter forte presença em Santa Catarina, o grupo catarinense conta com integrantes ativos nos estados do Paraná, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. A rede também opera nas faixas de fronteira do Brasil com a Bolívia, o Peru e o Paraguai.
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Para as organizações criminosas brasileiras, a aliança com grupos regionais viabiliza a negociação direta de cargas de cocaína e maconha com os produtores locais. A estratégia elimina intermediários e amplia a margem de lucro das remessas que abastecem o mercado nacional.
Refúgio de lideranças em países vizinhos
A presença de traficantes brasileiros em cidades da Bolívia e do Paraguai tornou-se recorrente nos registros dos órgãos de inteligência. Esses países produtores e de trânsito oferecem rotas estratégicas para o escoamento de entorpecentes e a entrada ilegal de armamentos pesados no território brasileiro.
Na fronteira, chefes de facções costumam fixar residência em condomínios de alto padrão, mantendo esquemas particulares de segurança armada e ocultando patrimônio obtido em crimes. A permanência nessas regiões também conta com a facilitação de redes de corrupção que dificultam a fiscalização policial.
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A função dessas lideranças no exterior concentra-se na compra de armamentos, na negociação de entorpecentes e no planejamento da logística de transporte para os grandes centros urbanos do Brasil. Com a autorização judicial concedida pelas autoridades paraguaias, Fabio Celso Oberoli será transferido para o sistema penitenciário brasileiro para o cumprimento da pena.
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