Lula nos Estados Unidos ainda depende de confirmação da Casa Branca
Correspondete da Band nos Estados Unidos, Eduardo Barão, afirma que demora no governo americano em confirmar visita é incomum
A Casa Branca e o Palácio do Planalto ainda não confirmaram oficialmente o encontro entre os presidentes Donald Trump, dos Estados Unidos, e Lula, do Brasil. Mas fontes de ambos os governos apontam que a reunião em Washington vai ocorrer na quinta-feira (7). O brasileiro deve embarcar para a capital americana durante a quarta-feira (6) e a visita será curta, com o retorno a Brasília marcado para a sexta-feira (8).
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Este será o segundo encontro presencial entre os líderes, que estiveram juntos na Malásia, em outubro do ano passado. O correspondente da Band nos Estados Unidos, Eduardo Barão, afirma que as autoridades ainda não abriram o credenciamento para o encontro dos presidentes, o que aumenta a incerteza em torno da reunião.
O governo brasileiro trata o assunto de maneira reservada, mas aguarda uma confirmação formal por parte das autoridades americanas antes de divulgar qualquer detalhe.
Entre os temas que podem entrar na pauta, a questão comercial aparece como central. A possibilidade de novas tarifas sobre produtos brasileiros, é vista como um dos principais pontos de tensão. O chamado “tarifaço” tem influenciado diretamente a relação entre os dois países. A diplomacia brasileira busca alinhar esse cenário e evitar prejuízos às exportações.
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Barão também aponta que outro ponto delicado para Lula seria a não interferência externa nas eleições brasileiras no fim do ano. A preocupação decorre da percepção de uma maior proximidade histórica de Trump com setores da direita brasileira.
Do lado americano, há indicações de interesse em temas estratégicos como terras raras e o potencial de exploração de recursos naturais no Brasil. Assuntos ligados à segurança também podem surgir, incluindo o combate ao crime organizado, com menções ao PCC e ao Comando Vermelho.
Para o correspondente e âncora da BandNews FM, o possível encontro é considerado “estranho e atípico”, especialmente pela falta de confirmação oficial e pela rapidez com que a agenda estaria sendo organizada.
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