Brasil

Melqui Galvão: professor de jiu-jitsu preso é transferido para SP

Lutador permanecerá detido durante o processo do julgamento

2 min

08/05/2026 12:34 • Atualizado há 116 dias

O professor de jiu-jitsu preso temporariamente por abusar sexualmente de alunas, Melqui Galvão, foi transferido de Manaus para uma penitenciária na Zona Norte de São Paulo, na noite da quinta-feira (07).

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O lutador permanecerá detido durante o processo do julgamento, que aguarda o recebimento de novas denúncias de abuso sexual.

Até o momento, foram relatadas três denúncias contra Melqui Galvão, sendo uma delas, de uma jovem menor de idade. A polícia segue investigando essas denúncias para dar prosseguimento ao julgamento.

Relato de aluna abusada

Uma das alunas do professor, identificada como Brenda Alves, campeã brasileira de jiu-jitsu,fez um relato, que demonstra como o suspeito agia.

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Chegou o dia que eu tive que pagar por tudo isso (recursos que Melqui fornecia). Ele chegou pra mim e falou que não era de graça, que eu ia ter que pagar. E eu paguei da pior forma possível. Ele abusou de mim com meus 16 anos. E eu descobri que ele abusava de outras meninas também.

Relembre o caso

A suspeita veio à tona após a família de uma aluna de 17 anos procurar a polícia em São Paulo. Segundo a adolescente, os abusos teriam ocorrido em fevereiro, durante uma viagem para uma competição internacional na Itália, realizada com outros atletas da equipe.

Em uma gravação de 16 minutos, o próprio treinador enviou um áudio aos pais da jovem admitindo indiretamente o ocorrido e afirmando estar arrependido. Na mesma gravação, ofereceu dinheiro e participação em uma academia nos Estados Unidos para tentar desencorajar a família de fazer a denúncia.

Durante as investigações, outras duas vítimas foram identificadas em diferentes estados. Uma delas relatou ter 12 anos na época dos fatos.

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Conhecido no mundo das artes marciais, Galvão era dono de uma rede de escolas em Manaus, São Paulo e Jundiaí e era referência para centenas de crianças e adolescentes. A Confederação Brasileira e a Internacional de Jiu-Jítsu manifestaram indignação, classificaram as ações como inaceitáveis e anunciaram que ele será banido de eventos e atividades promovidas pelas entidades.

O filho do treinador, o multicampeão Mica Galvão, se pronunciou nas redes sociais. Ele disse que, apesar de ter sido o pai quem o ensinou a lutar e a ter caráter, espera que os fatos sejam apurados com seriedade e que a Justiça cumpra seu papel.

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