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Adolescente é apreendido por suposto envolvimento na morte da GCM Sara

Adolescente de 17 anos pilotava a moto usada no latrocínio e confessou a participação no crime; atirador conhecido como "Feijuca" já está preso

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19/05/2026 19:09 • Atualizado há 104 dias

Adolescente é apreendido por suposto envolvimento na morte da GCM Sara

A Polícia Civil de São Paulo capturou o adolescente de 17 anos apontado como o comparsa do atirador que tirou a vida da Guarda Civil Metropolitana Sara Andrade dos Reis. A apreensão do menor ocorreu exatamente um mês após o crime, na região de Americanópolis, na Zona Sul da capital paulista — a cerca de três quilômetros de onde a agente foi assassinada. O mandado de busca e apreensão foi expedido pela Justiça após intensas investigações.

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Imagens de câmeras de monitoramento flagraram a motocicleta utilizada na ação criminosa instantes antes do ataque. De acordo com as autoridades, o menor era o responsável por pilotar o veículo. No momento em que foi localizado pelos agentes, o jovem confessou informalmente que estava realizando uma série de roubos pela região junto com um parceiro e admitiu a participação direta no latrocínio (roubo seguido de morte) da guarda municipal.

A investigação conduzida pelos policiais do 2º CERCO (Corpo Especial de Repressão ao Crime Organizado) aponta que a dupla era extremamente ativa na região. Minutos antes de abordarem Sara, os dois criminosos haviam assaltado uma outra pessoa, que compareceu à delegacia e reconheceu formalmente tanto o adolescente quanto o comparsa adulto como os autores do roubo.

Identificação do atirador e apreensão da arma

O adolescente colaborou com as investigações e apontou Danilo Gomes da Silva, conhecido no mundo do crime pelo apelido de "Feijuca", como o homem que efetuou o disparo fatal contra a GCM. "Feijuca" já havia sido preso preventivamente pelas equipes policiais. Inicialmente, ele foi detido por porte ilegal de arma de fogo, mas as informações coletadas pelos investigadores no interior da mesma comunidade em que ele residia confirmaram que ele era o verdadeiro autor do tiro.

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Durante as diligências, os policiais do 2º CERCO conseguiram apreender uma arma de fogo com características idênticas às da pistola funcional que foi roubada de Sara. Embora o armamento estivesse com a numeração de série raspada, testes periciais preliminares e o cruzamento de dados identificaram que as munições encontradas com o artefato pertencem ao mesmo lote de cartuchos distribuídos para a corporação em que a vítima trabalhava. A pistola foi encaminhada ao Instituto de Criminalística para a realização de perícia técnica definitiva.

Emboscada a caminho do trabalho

Sara Andrade dos Reis havia sido recentemente promovida a guarda de segunda classe. No dia do crime, ela estava fardada e pilotava sua moto em direção ao trabalho. A agente foi interceptada pelos criminosos em uma alça de acesso da Rodovia dos Imigrantes, quando faltavam apenas três minutos para que ela pudesse chegar e assumir o seu posto na base da GCM do Jabaquara.

Na abordagem, os criminosos exigiram a arma funcional da servidora e, de forma brutal, dispararam uma única vez contra a cabeça da jovem. Equipes de resgate médico e ambulâncias foram prontamente acionadas por motoristas que passavam pela rodovia, mas, devido à gravidade do ferimento, Sara já foi encontrada sem vida no asfalto. A guarda civil metropolitana deixou os pais e uma filha de apenas dois anos de idade.

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