Mulher acorrentada pelo ex usa pedido em farmácia para fugir do cárcere
Vítima fingiu comprar remédio para ansiedade via aplicativo de mensagem e tentou mandar alertas de socorro antes de conseguir correr até a rua

Uma mulher viveu momentos de terror na madrugada deste sábado (29) ao ser mantida em cárcere privado, acorrentada e estuprada pelo ex-marido dentro da própria residência. O caso foi acompanhado com exclusividade pelo Brasil Urgente, da Band.
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O ex-companheiro invadiu o imóvel da imóvel por volta das 4h30 portando uma faca. Além das agressões e da violência sexual, o suspeito ameaçou matar a vítima e a filha do casal, uma criança de apenas 5 anos que dormia na casa durante a invasão. Para impedir qualquer tentativa de fuga, o homem acorrentou a mulher junto ao seu próprio corpo.
Estratégia de socorro e pedido à farmácia
Após horas sob o domínio do agressor, a mulher conseguiu encontrar uma brecha para tentar pedir ajuda. Fingindo uma crise de ansiedade, ela convenceu o homem a deixá-la pedir um medicamento via aplicativo de mensagens para uma farmácia.
Enquanto realizava a encomenda, a vítima aproveitava momentos de distração do ex-marido para digitar mensagens rápidas de socorro, como "190" e "Polícia", apagando os textos logo na sequência para que ele não percebesse. Como as mensagens eram apagadas em seguida, o atendimento do estabelecimento prosseguiu com a entrega normal do produto.
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Fuga e prisão do agressor
Por volta das 13h, o entregador da farmácia chegou ao endereço. Ao alegar que precisava ir à porta para receber o medicamento, a vítima aproveitou a oportunidade para correr em direção à rua.
O agressor tentou alcançá-la e começou a agredi-la na calçada. Moradores locais e o próprio motoboy perceberam a situação de emergência, intervieram para conter o suspeito e acionaram a Polícia Militar, que efetuou a prisão em flagrante do homem.
Band Não se Cala
O Grupo Bandeirantes lançou a campanha "A Band Não Se Cala" para reforçar a conscientização e o incentivo às denúncias de agressões, estupros e feminicídios em todo o Brasil. A mobilização pretende engajar a sociedade no acolhimento às vítimas e no enfrentamento da impunidade.
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A cada 30 segundos, uma mulher aciona a Polícia Militar para pedir socorro no país. Além disso, as estatísticas indicam o registro de um estupro a cada 6 minutos e um feminicídio a cada 6 horas no Brasil. O quadro expõe uma rotina marcada pelo medo, pela solidão e pelo silêncio das vítimas.
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