Brasil

Mulher acorrentada pelo ex usa pedido em farmácia para fugir do cárcere

Vítima fingiu comprar remédio para ansiedade via aplicativo de mensagem e tentou mandar alertas de socorro antes de conseguir correr até a rua

2 min

29/08/2026 19:24 • Atualizado há 2 dias

Mulher acorrentada pelo ex usa pedido em farmácia para fugir do cárcere

Uma mulher viveu momentos de terror na madrugada deste sábado (29) ao ser mantida em cárcere privado, acorrentada e estuprada pelo ex-marido dentro da própria residência. O caso foi acompanhado com exclusividade pelo Brasil Urgente, da Band.

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O ex-companheiro invadiu o imóvel da imóvel por volta das 4h30 portando uma faca. Além das agressões e da violência sexual, o suspeito ameaçou matar a vítima e a filha do casal, uma criança de apenas 5 anos que dormia na casa durante a invasão. Para impedir qualquer tentativa de fuga, o homem acorrentou a mulher junto ao seu próprio corpo.

Estratégia de socorro e pedido à farmácia

Após horas sob o domínio do agressor, a mulher conseguiu encontrar uma brecha para tentar pedir ajuda. Fingindo uma crise de ansiedade, ela convenceu o homem a deixá-la pedir um medicamento via aplicativo de mensagens para uma farmácia.

Enquanto realizava a encomenda, a vítima aproveitava momentos de distração do ex-marido para digitar mensagens rápidas de socorro, como "190" e "Polícia", apagando os textos logo na sequência para que ele não percebesse. Como as mensagens eram apagadas em seguida, o atendimento do estabelecimento prosseguiu com a entrega normal do produto.

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Fuga e prisão do agressor

Por volta das 13h, o entregador da farmácia chegou ao endereço. Ao alegar que precisava ir à porta para receber o medicamento, a vítima aproveitou a oportunidade para correr em direção à rua.

O agressor tentou alcançá-la e começou a agredi-la na calçada. Moradores locais e o próprio motoboy perceberam a situação de emergência, intervieram para conter o suspeito e acionaram a Polícia Militar, que efetuou a prisão em flagrante do homem.

Band Não se Cala

O Grupo Bandeirantes lançou a campanha "A Band Não Se Cala" para reforçar a conscientização e o incentivo às denúncias de agressões, estupros e feminicídios em todo o Brasil. A mobilização pretende engajar a sociedade no acolhimento às vítimas e no enfrentamento da impunidade.

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A cada 30 segundos, uma mulher aciona a Polícia Militar para pedir socorro no país. Além disso, as estatísticas indicam o registro de um estupro a cada 6 minutos e um feminicídio a cada 6 horas no Brasil. O quadro expõe uma rotina marcada pelo medo, pela solidão e pelo silêncio das vítimas.

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