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Nelson Wilians se afasta de escritório após ser alvo de operação da PF

Em nota, a NWADV afirmou que a decisão foi comunicada pelo advogado, que optou por “dedicar-se neste momento ao cuidado de sua família”

4 min

14/08/2026 12:14 • Atualizado há 17 dias

Nelson Wilians se afasta de escritório após ser alvo de operação da PF

O advogado Nelson Williams se afastou, por tempo indeterminado, da Nelson Williams Advogados depois de ter sido alvo de uma operação da Polícia Federal nesta quinta-feira (13). Em nota, a NWADV afirmou que a decisão foi comunicada pelo advogado, que optou por “dedicar-se neste momento ao cuidado de sua família”.

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Ainda no comunicado, a NWADV afirmou que o afastamento permitirá que ele acompanhe os desdobramentos da investigação e permaneça à disposição das autoridades para os possíveis esclarecimentos. Veja o comunicado:

“A NWADV informa que o Dr. Nelson Wilians decidiu afastar-se, por prazo indeterminado da NWADV. A partir desta data, a administração da NWADV passa a ser exercida por um Comitê Executivo, que será responsável por assegurar a continuidade das operações, a governança institucional e o relacionamento com clientes, colaboradores, parceiros e demais públicos de interesse. A decisão foi comunicada pelo próprio Dr. Nelson Wilians, que optou por dedicar-se neste momento ao cuidado de sua família. O afastamento também permitirá que ele acompanhe os desdobramentos da apuração em curso e permaneça à disposição das autoridades para os esclarecimentos que se fizerem necessários”.

Operação

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (13), a operação Arena, com o objetivo de apurar a atuação de grupo empresarial investigado por supostos crimes de sonegação fiscal, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

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A reportagem da Band apurou que entre os alvos da operação está o advogado Nelson Willians. Em julho, ele foi alvo de uma ação que mirou um suposto esquema de comercialização de créditos falsos de ICMS usados por empresas para reduzir ilegalmente o imposto devido ao Estado.

A ação desta quinta-feira (13) decorre de investigação que identificou indícios de utilização de uma complexa estrutura societária e financeira, mantida no Brasil e no exterior, com o objetivo de conferir aparência de legalidade a operações relacionadas à exploração de apostas de quota fixa e jogos de azar.

Segundo a investigação, a estrutura teria sido utilizada para simular a condução das atividades a partir do exterior, enquanto a gestão operacional, administrativa e decisória ocorreria, em tese, em território nacional.

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Por determinação judicial, foram autorizados 17 mandados de busca e apreensão nos estados da Paraíba, Sergipe, São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. A decisão também prevê a apreensão de bens e valores até o limite aproximado de R$ 1 bilhão.

A Receita Federal participa da operação com 40 Auditores-Fiscais e Analistas-Tributários, atuando na identificação e coleta de elementos destinados à apuração de infrações tributárias, penais e administrativas relacionadas às pessoas físicas e jurídicas investigadas.

Investigação

As investigações apontam que empresas constituídas no exterior teriam sido utilizadas para justificar elevadas remessas internacionais de recursos, embora os elementos reunidos indiquem, em tese, a inexistência de atividades econômicas compatíveis com os valores movimentados.

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De acordo com os indícios apurados, conforme a Receita Federal, o grupo teria empregado mecanismos sofisticados envolvendo empresas nacionais e estrangeiras, instituições de pagamento, operações de câmbio, ativos digitais e outras estruturas financeiras, com o propósito de dificultar a identificação da origem e da destinação dos recursos.

A investigação também identificou possíveis indícios de omissão de rendimentos e de utilização de estruturas empresariais destinadas a reduzir ou evitar, de forma irregular, a tributação incidente sobre as atividades desenvolvidas.

Embora a exploração de apostas de quota fixa tenha passado por recente processo de regulamentação no Brasil, os elementos reunidos indicam que atividades relacionadas ao setor já vinham sendo exercidas anteriormente, com indícios de utilização de mecanismos destinados a ocultar operações, receitas e beneficiários finais.

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O que diz a defesa

Procurada pela Band, a defesa de Nelson Wilians, por meio do advogado Santiago Schunck, informou que a relação entre o escritório e a PixBet é estritamente profissional e decorre da prestação de serviços de advocacia.

Além disso, repudiou qualquer tentativa de associar a atuação profissional de seus advogados às atividades ou condutas atribuídas a seus clientes.

Leia a nota completa:

“A atuação do escritório em favor de seus clientes limita-se ao exercício regular da advocacia, não se confundindo com as atividades empresariais por eles desenvolvidas.

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O escritório repudia qualquer tentativa de associar a atuação profissional de seus advogados às atividades ou condutas atribuídas a seus clientes.

É preciso ter cautela para que o legítimo exercício da advocacia não seja indevidamente criminalizado em razão da natureza ou das atividades daqueles que o advogado representa.

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