Guerra do tráfico: 'Nico do PCC' escapa de atentado na fronteira
Victor Moreno Segovia Peralta, conhecido como Nico, sobreviveu a perseguição de atiradores armados em Pedro Juan Caballero

Um suspeito ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) escapou de uma tentativa de homicídio em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia vizinha a Ponta Porã (MS). Victor Moreno Segovia Peralta, conhecido como Nico, sobreviveu após ser perseguido por dois homens armados com fuzil e pistola em plena área comercial da fronteira seca entre o Brasil e o Paraguai.
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De acordo com informações apuradas pelas autoridades policiais da região, a vítima estava em liberdade condicional recente. Imagens registraram o instante em que um veículo parou na calçada e dois atiradores desceram para perseguir Peralta.
O alvo correu para o interior de um imóvel comercial e depois acessou um terreno vizinho. Durante a tentativa de fuga, o homem chegou a cair no chão, mas levantou-se rapidamente e conseguiu despistar os atiradores, que desistiram da perseguição.
Em outro episódio registrado na mesma região fronteiriça, um homem foi cercado por três suspeitos com fuzis ao sair de casa. A vítima também conseguiu fugir do cerco antes de ser atingida pelos disparos.
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Facções disputam rotas de armas e drogas
A fronteira seca entre Pedro Juan Caballero e Ponta Porã é dividida apenas por uma avenida, o que permite a travessia entre os dois países em poucos segundos. Essa característica geográfica facilita a circulação de criminosos e a fuga de executores após ações planejadas.
A sequência de atentados armados está associada ao confronto direto entre facções criminosas brasileiras, como o PCC e o Comando Vermelho. Os grupos disputam o controle estratégico das rotas internacionais que abastecem os mercados de entorpecentes e armamentos no Brasil e na Europa.
As investigações apontam a contratação contínua de pistoleiros particulares para a eliminação de rivais comerciais e o controle de pontos de distribuição de cargas ilegais.
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Histórico de violência e execuções na região
O confronto na linha internacional registrou um dos episódios mais violentos em 2016, quando Jorge Rafaat Toumani foi morto em uma emboscada. Apontado como uma das principais lideranças locais, Rafaat teve o veículo blindado perfurado por disparos de metralhadora calibre .50. Após a morte de Rafaat, a disputa armada na região metropolitana da fronteira intensificou-se com a eliminação de outros operadores do crime organizado.
Entre os casos registrados na fronteira está a morte de Gilberto Emanuel Fernandes Abelha, atingido por mais de 30 tiros ao sair de uma padaria. Em Assunção, Ederson Salinas Benites, conhecido como Salinas Ryguasu e apontado como membro do PCC, também foi executado a tiros no pátio de um supermercado. As forças de segurança paraguaias e brasileiras mantêm o monitoramento conjunto na região para identificar os autores dos recentes ataques e conter o avanço das organizações na divisa.
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