Mensagens apontam proximidade de jogador do Vasco com suspeito de crimes
Os jogadores citados na investigação "A Tropa" negam as acusações
O atacante David Corrêa, do Vasco, é apontado pela Polícia Civil do Espírito Santo como um dos principais investigados na Operação "A Tropa", que apura crimes de organização criminosa, tráfico de armas, drogas, munições e lavagem de dinheiro.
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As investigações tiveram início a partir de uma tentativa de homicídio ordenada por Edson Vander da Silva Júnior, ex-empresário do atleta. Na ocasião, um homem foi sequestrado no Espírito Santo, mas conseguiu escapar e fugir dos criminosos.
Em mensagens recuperadas pela polícia, o ex-agente atualiza o jogador sobre a ação: "Irmão, só atualizando aqui, aquele que falamos ontem, pegamos ele hoje no Porto Canoa. Ele tentou correr mas foi baleado, tá no chão aqui agora". Na sequência, David Corrêa responde: "Mereceu tomar uns tiros mesmo".
Segundo a delegacia responsável pelo caso, o ex-empresário repassava informações detalhadas sobre a vítima e sobre o estado de saúde dela ao atacante vascaíno. Em outra conversa interceptada pelos investigadores, o ex-agente envia a foto de uma arma de fogo e o jogador responde que "tem que matar um pra ver de qual é".
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Movimentações financeiras e próximos passos
Outro investigado no esquema é Ruan de Freitas, apontado como amigo íntimo de David Corrêa e de Hayner, jogador do Vila Nova de Goiás. De acordo com a apuração policial, Ruan pediu a um comparsa que solicitasse ajuda financeira ao atacante do Vasco para a troca de veículo. O carro em questão seria um Fiat Argo utilizado na tentativa de homicídio contra a vítima no Espírito Santo.
A polícia também aponta Ruan como um dos executores de Wellington Souza Lima, de 47 anos, que seria chefe do tráfico em Serra Dourada e foi morto em uma emboscada enquanto estava em um carro de aplicativo. O inquérito policial revela que os atletas aparecem principalmente em movimentações financeiras da quadrilha, e a polícia promete novas fases da Operação "A Tropa".
Na última segunda-feira (2), a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão e prendeu cinco suspeitos de integrar o esquema no Rio de Janeiro e em Goiás. David Corrêa compareceu à delegacia para prestar depoimento, mas preferiu não falar com a imprensa ao alegar atraso para o treino. Os jogadores citados negam as acusações.
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