Orengo: Fundos do MP escapam do arcabouço e penduricalhos avançam
Fundos com receitas próprias ficam fora do limite de gastos, enquanto decisões do STF ampliam espaço para novos benefícios no serviço público
O Congresso aprovou a retirada de fundos do Ministério Público e da Justiça Federal das regras do arcabouço fiscal, mecanismo criado para limitar o crescimento das despesas públicas e ajudar no controle das contas do governo. No caso do Ministério Público, o texto segue para sanção presidencial.
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A justificativa é que os fundos são abastecidos por receitas próprias, como multas, taxas e valores arrecadados por cartórios, e, por isso, não deveriam ficar submetidos aos mesmos limites fiscais. A mudança ocorre após o STF analisar ações sobre o tema e reconhecer a possibilidade de excluir esses recursos das regras do arcabouço.
Segundo o colunista Rodrigo Orengo, decisões recentes do STF também contribuíram para ampliar o espaço para novos penduricalhos no serviço público. Defensorias Públicas de estados do Norte e Nordeste e o Tribunal de Contas do Rio Grande do Sul criaram ou discutem parcelas adicionais vinculadas ao tempo de serviço, como quinquênios.
Na avaliação de Orengo, a flexibilização de limites remuneratórios abriu espaço para que outras instituições adotassem mecanismos semelhantes, elevando os ganhos de servidores acima do teto constitucional. O cenário, segundo o colunista, reforça o debate sobre as exceções às regras fiscais e sobre a necessidade de maior controle dos gastos públicos.
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