Passagem de Rafah em Gaza é fechada após ataque deixar quase 20 mortos
Travessia da Palestina para o Egito, única saída sem passar por Israel, tinha sido reaberta há apenas dois dias

Um ataque aéreo de Israel no sul da Faixa de Gaza resultou na morte de 21 palestinos, incluindo quatro crianças, e levou ao novo fechamento da passagem de Rafah, na fronteira com o Egito. O bombardeio, ocorrido nesta quarta-feira (04), é mais uma violação do acordo de cessar-fogo firmado em outubro de 2025 e interrompe, após apenas dois dias, a operação da única saída do território palestino que não é controlada diretamente pelo governo israelense.
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A ação recente foi justificada como uma resposta direta a um combatente do grupo terrorista Hamas que abriu fogo contra soldados de Israel, ferindo gravemente um reservista.
Apesar de a trégua estar oficialmente em vigor, a violência na região é constante. Mais de 400 palestinos morreram em bombardeios israelenses desde que o acordo foi selado. Ambos os lados se acusam de desrespeitar o acordo.
A importância estratégica e humanitária de Rafah
A passagem de Rafah é de importância vital e simbólica para os palestinos. Por quase dois anos, seu fechamento impediu que milhares de pessoas buscassem tratamento médico essencial no Egito. A reabertura, que era uma condição do governo de Benjamin Netanyahu após a recuperação do último refém, durou pouco mais de 48 horas.
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Segundo relatos, mesmo com a abertura, poucos palestinos conseguem autorização para sair e enfrentam interrogatórios "longos e humilhantes".
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