Pedro Campos: paralisação de bancários já não causa o mesmo impacto
Jornalista analisa a paralisação de 24 horas dos bancários e destaca como a digitalização reduziu o impacto das greves no sistema financeiro.
O jornalista Pedro Campos analisou, no Jornal Gente, a paralisação de 24 horas dos bancários e destacou como a transformação digital do sistema financeiro mudou completamente o impacto desse tipo de mobilização.
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Segundo ele, atualmente, 83% das transações bancárias são realizadas por canais digitais, enquanto agências e caixas eletrônicos respondem por apenas 6% das operações.
O apresentador lembrou que, há algumas décadas, uma greve dos bancários tinha grande impacto na rotina da população e exigia uma ampla cobertura jornalística para orientar os clientes sobre contas, pagamentos e serviços que poderiam ser afetados.
Hoje, porém, a dependência das agências físicas é muito menor.
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“Fechar uma agência lá da Avenida Paulista significa quase nada para o tamanho do sistema bancário”, afirmou o jornalista.
Pedro Campos ressaltou que a crítica não significa questionar o direito dos bancários de reivindicar reajustes, melhores condições de trabalho e outros direitos.
Para ele, o que mudou foi a capacidade de pressão da categoria diante da digitalização dos serviços.
“O que eles tinham antigamente era a faca e o queijo na mão. Vamos parar o sistema bancário, pronto, aí era o caos”, explicou.
Na avaliação do jornalista, a discussão também expõe um problema mais amplo relacionado ao direito de greve no Brasil.
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Ele defendeu uma modernização das relações trabalhistas e afirmou que a legislação ainda não conseguiu enfrentar adequadamente situações de paralisações que provocam grandes prejuízos à população.
“Esse acho que é o grande prejuízo para o Brasil. Nós não soubemos regulamentar e executar, além de regulamentar, o direito de greve no Brasil”, concluiu.
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