Polícia identifica dois corpos encontrados em cemitério clandestino em SP
Vítimas teriam ligação com uma produtora musical em Heliópolis; DHPP investiga a suspeita de que os jovens tenham sido alvo de um "tribunal do crime"
Dois dos três corpos encontrados em uma área de mata próxima à comunidade de Heliópolis, na Zona Sul de São Paulo, já foram oficialmente identificados. As vítimas, que estavam desaparecidas desde a última semana, teriam ligação com uma produtora musical localizada na região.
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Segundo a diretora do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), Ivalda Aleixo, as investigações foram iniciadas na segunda-feira (25) após o registro do desaparecimento de três homens. "Nós tomamos conhecimento do desaparecimento de três pessoas na segunda-feira. Então, nós estávamos tratando como um desaparecimento, mas, diante do que foi conversado com familiares que estiveram aqui, de dois deles, há possibilidade de que eles tivessem sido alvo de um tribunal do crime", afirmou a diretora.
Identificação das vítimas
Francisco Rubens Souza Cruz, conhecido como "Rubão", que trabalhava como motorista da produtora musical, teve o corpo reconhecido por familiares. Ele era proprietário de um lava-rápido na região e foi visto pela última vez na última sexta-feira (22), entrando em um carro preto.
A segunda vítima identificada é Jonas Barros de Oliveira, de 25 anos. Embora a mãe tenha informado que ele não trabalhava na produtora, relatos de pessoas próximas indicam que ele teria gravado uma música no estúdio da produtora musical situada em Heliópolis.
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Um terceiro corpo também foi localizado no mesmo cemitério clandestino. A polícia acredita que se trate de Werlen Moitinho Vieira, gerente da produtora, visto pela última vez na quinta-feira (21). A identificação oficial ainda depende de exames periciais, uma vez que o estado dos corpos, encontrados com sinais de violência, dificulta o reconhecimento imediato.
Investigações e novos achados
A perícia e o Instituto Médico Legal (IML) estimam que as vítimas estavam mortas há aproximadamente três dias, período que coincide com o tempo de desaparecimento dos três homens.
Durante as buscas na área de mata, a Polícia Civil localizou um quarto corpo, que, segundo Ivalda Aleixo, não possui ligação com os três jovens ligados à produtora. "Achamos o quarto corpo, que não tem ligação com esses três. Nós não temos a identificação deste quarto corpo, mas, pelo estado e pela situação, ele já está enterrado há mais tempo naquelas covas clandestinas", explicou a diretora do DHPP.
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A polícia agora trabalha para elucidar a motivação do crime e identificar os responsáveis. "A gente está tentando entender, trazer pessoas que falem o que estava acontecendo para que três pessoas sejam arrebatadas e mortas. E a gente também quer saber a causa mortis detalhadamente", ressaltou Ivalda. O departamento segue ouvindo testemunhas e apurando se as vítimas foram atraídas para uma emboscada.
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