Polícia mira esquema de receptação de joias roubadas em São Paulo
Operação Círculo de Fogo cumpre mandados contra rede de joalherias e empresas de fachada que compram peças sem nota para derretimento
A Polícia Civil deflagrou a Operação Círculo de Fogo para desarticular uma ampla rede de receptação e comércio ilegal de ouro e joias roubadas na capital paulista e em Guarulhos, na Grande São Paulo. A ofensiva policial combate o elo financeiro que sustenta assaltos violentos e roubos à mão armada nas ruas. A ação foi conduzida por agentes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). Trata-se da segunda fase da operação Ouro Reverso, cuja etapa inicial ocorreu em maio do ano passado.
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Na nova fase, os policiais cumpriram quatro mandados de prisão temporária e 28 mandados de busca e apreensão. Os alvos concentram-se principalmente na área central da cidade de São Paulo, no trecho situado entre a Praça da Sé e a Praça da República.
As investigações do Deic revelam que estabelecimentos comerciais e empresas de fachada atuam na compra indiscriminada de joias, correntes e alianças sem exigir comprovação de origem ou documentação fiscal.
De acordo com as apurações, o material roubado é rapidamente derretido nas instalações dessas empresas para apagar marcas e registros originais. Em seguida, os intermediários fabricam notas fiscais para simular a procedência legal do produto e revendê-lo no comércio formal.
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A alta cotação do metal precioso torna a atividade muito rentável para o crime organizado. O grama do ouro de 18 quilates é negociado por R$ 570, enquanto o grama do ouro de 24 quilates chega a cerca de R$ 766 no mercado.
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