Brasil

Polícia prende suspeitos de usar moradores de rua em golpe bancário em SP

Esquema abria contas no nome das vítimas para receber depósitos de produtos inexistentes anunciados na internet e fazer saques

3 min

21/08/2026 18:07 • Atualizado há 10 dias

A Polícia Civil de São Paulo prendeu duas pessoas suspeitas de integrar uma quadrilha especializada em aplicar golpes por meio da abertura de contas bancárias em nome de pessoas em situação de rua, segundo informações apuradas pelo repórter Mark Figueiredo e exibidas no Brasil Urgente.

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Os suspeitos foram flagrados no momento em que conduziam uma das pessoas abordadas até uma agência bancária para movimentar valores e realizar saques provenientes de fraudes eletrônicas.

De acordo com o relato da repórter Sandra Redivo no programa, a ação dos suspeitos funcionava como uma terceirização da fraude financeira para ocultar os verdadeiros articuladores do esquema criminoso.

Entenda como funcionava o golpe

O esquema começava com a abordagem a pessoas que vivem nas ruas da capital paulista. De posse dos documentos originais dessas pessoas, como Registro Geral (RG) e Cadastro de Pessoas Físicas (CPF), os suspeitos realizavam uma mudança na aparência física delas.

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Os envolvidos levavam as vítimas a estabelecimentos para cortar o cabelo e aparar a barba. O objetivo dessa preparação visual era permitir o registro de fotografias adequadas às exigências cadastrais dos bancos tradicionais e das instituições financeiras virtuais.

Com o material fotográfico e os registros civis em mãos, o grupo abria contas bancárias regulares e digitais em nome dos moradores abordados. Após a criação dessas contas, os suspeitos passavam para a segunda etapa da fraude, que consistia em publicar anúncios falsos de produtos diversos na internet.

Vítimas no comércio eletrônico e saques

Os produtos divulgados nas plataformas virtuais não existiam. Os compradores interessados efetuavam as transferências e os pagamentos diretamente para as contas recém-abertas no nome dos moradores de rua. Assim que os valores das vendas fraudulentas entravam no sistema, os suspeitos levavam o titular da conta até a agência bancária ou aos caixas eletrônicos.

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A pessoa em situação de rua realizava o saque do montante total sob a vigilância dos articuladores do crime. Pela participação na operação, ela recebia uma pequena quantia em dinheiro, enquanto o restante do montante ficava retido com a quadrilha.

Descarte dos nomes e prisão

Conforme a repórter Sandra Redivo, o grupo utilizava o mesmo morador de rua até que o nome e o número de CPF dele ficassem restritos ou bloqueados nos órgãos de proteção ao crédito e nos bancos devido a denúncias de fraudes e contestações de compras.

Quando o documento ficava inviabilizado para novos registros e transações, a quadrilha descartava os dados daquela pessoa e saía em busca de novos indivíduos em situação de vulnerabilidade para reiniciar o ciclo da fraude. No momento da abordagem policial que resultou na detenção dos dois suspeitos, a dupla estava dentro de um veículo com mais um morador de rua a caminho de uma agência bancária.

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A Polícia Civil segue com as investigações para identificar e localizar outros integrantes que possam fazer parte da quadrilha responsável pelos anúncios e pela logística dos saques na região metropolitana.

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