Brasil

Primeiro bloco do debate tem foco em educação e violência contra mulher

Discussão começou com pergunta sobre dados do Ideb e seguiu com números do feminicídio

4 min

09/08/2026 20:54 • Atualizado há 22 dias

Primeiro bloco do debate tem foco em educação e violência contra mulher

O primeiro debate ao governo do estado de São Paulo começou com a educação em pauta. O diretor de conteúdo do Grupo Bandeirantes de Comunicação, Rodolfo Schneider, questionou os candidatos sobre os dados do Ideb,o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, divulgados na semana passada. Cada um teve dois minutos para responder.

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Tarcísio de Freitas, do Republicanos, permaneceu no púlpito. Ele começou destacando os avanços na alfabetização e importância do ensino da matemática. Falou ainda em ampliar o uso da inteligência artificial na educação e a formação continuada de professores.

Fernando Haddad, do PT, escolheu se deslocar pelo estúdio. Ele cobrou Tarcísio pela queda do Ensino Médio no Ideb e comparou os dados de São Paulo com o desempenho nacional.

Primeiro confronto direto

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Na segunda parte do primeiro bloco, cada participante teve 20 minutos livres para debater. Por ordem de sorteio, Tarcísio de Freitas começou. Desta vez, os dois escolheram se deslocar pelo estúdio.

Na educação, Tarcísio rebateu as declarações de Haddad e defendeu a importância do ensino técnico, implementado na gestão dele. Haddad respondeu sobre o confronto de dados, argumentando cada um tem uma visão diferente dos dados.

A Cracolândia entrou em pauta na sequência. Haddad cobrou que Tarcísio teria deixado de lado reconhecer alianças políticas que viabilizaram a retirada do ponto do tráfico de drogas no centro da cidade de São Paulo. Haddad levantou ainda outra questão da segurança pública, sobre os dados de feminicídio e violência contra a mulher no estado.

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Tarcísio, em resposta, agradeceu aos parceiros e voltou a falar em acabar com a criminalidade. Sobre os crimes contra a mulher, o atual governador destacou a criação de delegacias da mulher no estado.

Na sequência, Haddad criticou diretamente o ex-secretário de segurança pública do estado de São Paulo, Guilherme Derrite, que estava na plateia e riu das declarações.

Favela do Moinho

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Quando Haddad citou a favela do Moinho, houve comentários do lado do Republicanos. Haddad disse que Tarcísio nao teria citado o governo federal na parceria para realocar os moradores da favela no centro da capital.

Discussão

Tarcisio questionou o argumento de que deveria haver relação republicana entre governo federal e estadual. O atual governador disse que investimentos ao governo de SP estariam retidos em diferentes instancias do governo federal.

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Houve, nessa altura, uma discussão entre os dois, que seguiram a trocar farpas sobre os recursos repassados ao estado durante a gestão de Haddad no Ministério da Fazenda.

Propag

Quando Haddad avançou nas acusações contra Tarcísio sobre a adesão ao Propag, programa de renegociação de dívidas, Tarcísio ainda tinha 10 minutos para falar, enquanto Haddad tinha pouco mais de cinco minutos disponíveis.

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Fernando Haddad afirmou que Tarcísio perdeu dinheiro por não querer se aproximar do presidente Lula (PT) e disse que, por irresponsabilidade do governador, o estado teria perdido dinheiro.

Tarcísio respondeu afirmando que Haddad mentia sobre o assunto e afirmou que os nortes do programa não interessavam ao governo do estado na época.

Bolsonaro

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Fernando Haddad cobrou Tarcísio de Freitas por legados deixados da gestão Bolsonaro, quando Tarcísio era ministro da infraestrutura. Tarcísio respondeu que Haddad deveria deixar de citar Jair Bolsonaro e Haddad retrucou, perguntando se Tarcísio tinha vergonha do ex-presidente. O governador aproveitou a oportunidade para agradecer a Jair Bolsonaro e mandar um abraço para ele.

Decisões técnicas

Nos últimos 10 minutos do primeiro bloco, Fernando Haddad retomou a segurança pública, cobrando Tarcísio pelas decisões da Segurança, se foram técnicas ou não.

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Tarcísio aproveitou a pergunta para criticar a política de juros da Fazenda, que esteve sob comando de Haddad nos últimos quatro anos.

Haddad, depois, voltou ao assunto e criticou Roberto Campos Neto na presidência do Banco Central, que foi colocado no cargo por Jair Bolsonaro. Haddad vinculou a escolha de Campos Neto à presença do crime organizado nas fintechs, citando a operação Carbono Oculto.

Tarcísio respondeu que Haddad estaria desconsiderando o papel da Fazenda no cenário econômico, principalmente sobre o ajuste das contas publicas.

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Nacionalizando o debate, os dois voltaram a cobrar um ao outro pelos respectivos presidentes aliados.

Reta final

Na reta final do primeiro bloco, Haddad tinha 10 segundos de fala, enquanto Haddad ainda tinha mais de dois minutos.

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Haddad cobrou Tarcísio pelo crescimento do estado de São Paulo em relação ao crescimento brasileiro. Tarcísio respondeu que o estado não pode crescer independente do crescimento nacional.

Tarcísio teve o último minuto disponível apenas para ele e usou o tempo para falar da Tabela SUS Paulista, entre outros projetos do governo. Tarcísio afirmou que Haddad não teria interesse em dar continuidade ao que foi feito na gestão do republicano

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