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Quem é o ex-policial suspeito de três ataques na Zona Leste de SP

João Paulo Farah foi expulso da corporação e é investigado por balear três pessoas em série de disparos na capital paulista

2 min

26/08/2026 17:39 • Atualizado há 5 dias

A Polícia Civil prendeu nesta quarta-feira (26) o ex-policial civil João Paulo Farah, suspeito de atuar como atirador e cometer uma sequência de ao menos três ataques armados na Zona Leste de São Paulo. As ações criminosas, registradas em menos de 24 horas, deixaram três pessoas feridas e mobilizaram equipes especializadas de segurança pública.

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O investigado atuava como agente da Polícia Civil, mas acabou expulso da instituição após desrespeitar e ofender um delegado durante o período do estágio probatório. Ele foi autuado em flagrante por três tentativas de homicídio no 24º Distrito Policial (Ponte Rasa).

O último atentado ocorreu na manhã desta quarta-feira no bairro da Penha. Uma mulher seguia para o trabalho como passageira em um veículo modelo Tracker, conduzido pelo marido, quando o suspeito emparelhou o automóvel e efetuou quatro disparos.

A passageira segurava uma garrafa plástica de água no momento dos tiros e acabou atingida na mão. O projétil atravessou a lataria da porta dianteira direita e estilhaçou o vidro do lado do motorista. A vítima recebeu atendimento hospitalar.

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Horas depois, o atirador disparou contra um veículo modelo Creta ocupado por um casal de idosos no Viaduto Dona Matilde. No episódio da Estrada Velha da Penha, uma idosa de 73 anos foi atingida com um tiro na perna, levada ao pronto-socorro e permaneceu com quadro de saúde estável.

As câmeras de segurança flagraram o mesmo automóvel JAC cinza trafegando pelas vias próximas a todos os locais dos crimes. A distância entre os três pontos de disparos mapeados pela polícia é de aproximadamente 5,6 quilômetros e 1,4 quilômetro.

Histórico na corporação

Documentos funcionais de mais de 3.100 páginas obtidos pelo Brasil Urgente detalham o histórico de instabilidade de Farah na instituição policial. Aprovado em concurso público em 2022, ele chegou a ser reprovado na fase de investigação social pela Corregedoria, mas conseguiu ingressar por meio de mandado de segurança.

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Conforme informou Felipe Garraffa, o ex-policial acumulou sucessivas faltas injustificadas ao longo dos anos de serviço: foram 22 ausências em 2022, 135 em 2023 e 68 em 2024. Em sua defesa administrativa, laudos médicos apontaram diagnósticos de transtorno afetivo bipolar, depressão e dependência química.

O processo administrativo também registrou que o ex-agente passou por uma internação psiquiátrica involuntária entre janeiro e março de 2024. A Corregedoria da Polícia Civil concluiu pela falta de aptidão para o exercício do cargo, formalizando sua exoneração definitiva meses antes dos atentados.

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