Reinaldo: Gonet, destaque do primeiro dia de julgamento, desvenda “o é da coisa” do golpe
Para Reinaldo Azevedo, o Procurador-Geral da República usou poucas palavras, mas desmontou qualquer negação sobre a tentativa de golpe
No primeiro dia do julgamento sobre os eventos que culminaram nos ataques de 8 de janeiro, o destaque, para além da condução firme de Alexandre de Moraes, foi a intervenção do Procurador-Geral da República, Paulo Gonet. A análise é do colunista e âncora de ‘O É da Coisa’, Reinaldo Azevedo.
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Reinaldo relembra que Moraes, ao abrir os trabalhos, reiterou que a impunidade não é uma opção e que o Supremo segue sob coação e chantagem, ainda que não ceda às pressões. Mas foi a fala de Gonet que, na avaliação do jornalista, desvendou “o é da coisa” do golpe.
“O Procurador-Geral da República, com frases absolutamente simples, objetivas, fez afirmações que são irrespondíveis. Ele fala pouco e, quando fala, fala definitivamente”, afirma Reinaldo.
Comedidamente duro, Gonet evitou retórica inflamada, mas foi direto ao ponto: não reprimir tentativas de golpe estimula novos ataques ao Estado Democrático de Direito. Citando exemplos no Brasil e no exterior, o PGR alertou para o risco de se normalizarem “tramas surdidas e postas em prática por meio de atos coordenados e sucessivos conduzentes à perturbação social”, o que inclui a predisposição a medidas de força desautorizadas pela Constituição.
Segundo o colunista, a contundência de Gonet está na clareza. “Não é preciso esforço intelectual extraordinário para reconhecer que, quando o presidente da República e o ministro da Defesa convocam a cúpula militar para apresentar documento de formalização de golpe de Estado, o processo criminoso já está em curso”, cita o jornalista, reproduzindo a fala do procurador.
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Reinaldo destaca que não se trata de mera retórica política, mas de uma caracterização penal objetiva dos fatos:
“Quando o presidente da República e o ministro da Defesa se reúnem com os comandantes militares, sob direção política e hierárquica, para concitá-los a executar fases finais do golpe, o golpe, ele mesmo, já está em processo de realização.”
Para o âncora, o Ministério Público, na figura de Paulo Gonet, deixou claro que não se trata de um debate sobre versões, mas da exposição de uma realidade inegável, com base em fatos e provas.
Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.
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