Relembre casos de filhos que mataram os próprios pais, como o adolescente de 14 anos no RJ
O assassinato em Itaperuna fez o país relembrar crimes familiares que chocaram o Brasil nos últimos anos

No último sábado (21), um adolescente de 14 anos confessou ter matado o pai, a mãe e o irmão de apenas 3 anos. O caso é apenas um entre uma série de crimes brutais que abalaram o Brasil nas últimas décadas, envolvendo filhos que premeditaram a morte de seus próprios pais.
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A seguir, relembramos os principais casos que chocaram o país.
Itaperuna (RJ) - 2025
Na madrugada de sábado, 21 de junho de 2025, um menino de 14 anos matou os pais — Antônio Carlos e Inaila Teixeira — e o irmão de 3 anos, Antônio Filho, dentro de casa em Itaperuna, no Noroeste Fluminense. O adolescente usou a arma do pai, um revólver guardado sob o colchão, e disparou contra os três enquanto dormiam. Depois, escondeu os corpos em uma cisterna no quintal.
Segundo a Polícia Civil, o garoto planejava fugir para o Mato Grosso para encontrar uma garota de 15 anos com quem mantinha um relacionamento virtual. Ele pretendia usar dinheiro da conta do pai para financiar a viagem e chegou a pesquisar como sacar o FGTS de uma pessoa falecida. Ao ser apreendido, demonstrou frieza e afirmou que “faria tudo de novo”.
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O crime foi descoberto após familiares estranharem a ausência da família. O jovem foi apreendido e internado provisoriamente em uma unidade do Degase. A polícia também apura o possível envolvimento da namorada, que sabia do plano.
Crime da Rua Cuba (SP) - 1988
Um dos primeiros crimes familiares a ganhar repercussão nacional foi o caso da Rua Cuba, ocorrido em julho de 1988, em um casarão nos Jardins, bairro nobre de São Paulo. O empresário José Carlos e sua esposa Maria Cecília Lago foram encontrados mortos, com dezenas de facadas. Os principais suspeitos: seus dois filhos, Marcio e Marcelo Lago.
Os irmãos negaram envolvimento, mas levantaram suspeitas ao relatarem a presença de assaltantes sem sinais de arrombamento. O crime foi amplamente repercutido, mas o caso foi arquivado por falta de provas. Até hoje, permanece sem solução definitiva.
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Suzane von Richthofen (SP) - 2002
Em 31 de outubro de 2002, um crime ocorrido em um bairro nobre de São Paulo entrou para a história policial do país. Suzane von Richthofen, então com 18 anos, planejou a morte dos pais — Manfred e Marísia von Richthofen — com o namorado Daniel Cravinhos e o irmão dele, Cristian.
Na madrugada do crime, enquanto os pais dormiam, Daniel e Cristian invadiram a casa e os espancaram até a morte com barras de ferro. Suzane, que facilitou a entrada e desligou o alarme, foi apontada como a mentora intelectual do assassinato. O motivo seria a herança milionária dos pais e o desejo de viver livremente com Daniel.
O caso gerou ampla repercussão na mídia e se tornou um dos crimes mais estudados no Brasil. Suzane foi condenada a 39 anos de prisão. Em 2023, após mais de duas décadas, deixou o regime fechado e cumpre pena em liberdade condicional.
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Gil Rugai (SP) - 2004
Em 28 de março de 2004, o publicitário Gil Grego Rugai, então com 20 anos, matou o pai, Luiz Carlos Rugai, e a madrasta Alessandra de Fátima Troitino, a tiros, dentro de casa, em Perdizes, bairro nobre de São Paulo.
O crime aconteceu após Luiz Carlos descobrir que Gil estava desviando cerca de R$ 28 mil da empresa da família, uma produtora de vídeo. Após discussão, Gil foi até a casa do pai à noite e efetuou vários disparos contra os dois. Durante anos, ele negou autoria, mas provas como impressões digitais na cena e a arma localizada no seminário onde estudava Teologia pesaram contra ele.
Em 2013, Gil Rugai foi condenado a 33 anos e 9 meses de prisão por duplo homicídio qualificado. Em 2022, obteve progressão para o regime aberto, mas segue cumprindo pena.
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Marcelo Pesseghini (SP) - 2013
Em 5 de agosto de 2013, cinco membros da mesma família foram encontrados mortos em casa, na zona norte de São Paulo: o casal de policiais militares Luiz e Andreia Pesseghini, a avó e a tia-avó do garoto Marcelo, de 13 anos, que também foi achado morto com um tiro na cabeça.
A Polícia Civil concluiu que Marcelo foi o autor das mortes, usando a pistola do pai. Depois do crime, ele teria ido à escola normalmente e cometido suicídio no final do dia. A motivação levantada foi a curiosidade mórbida do garoto, que tinha grande interesse em histórias de assassinos de aluguel.
Apesar da conclusão policial, familiares questionam até hoje a versão oficial, apontando contradições na perícia e alegando que Marcelo não teria condições físicas e psicológicas para executar o crime.
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Anaflavia Martins Gonçalves (SP) - 2020
Em janeiro de 2020, um crime brutal chocou a cidade de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. Anaflavia Martins Gonçalves, de 24 anos, foi presa acusada de participar do assassinato dos próprios pais, Flaviana Gonçalves, de 40 anos, e Romuyuki Gonçalves, de 43 anos, além do irmão caçula, Juan Victor, de apenas 15 anos.
Segundo as investigações, Anaflávia planejou o crime junto com a namorada, Carina Ramos de Abreu, e outros dois comparsas. O objetivo era roubar R$ 85 mil da família que estariam num cofre. Como não encontraram a quantia, decidiram levar pertences das vítimas e matá-las.
Segundo as investigações, as vítimas foram mortas com golpes de pauladas na cabeça. Na sequência, colocaram os corpos dentro do carro da família e os levaram até uma estrada em Santo André. O veículo foi incendiado com os corpos dentro.
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Ano passado, Anaflavia foi condenada a 85 anos de prisão pelo crime.
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