Minczuk sobre música clássica: ‘Não precisa ser um entendido para gostar’
Durante o programa, Minczuk defendeu a desmistificação do gênero e destacou que a experiência de ouvir uma orquestra deve ser natural e intuitiva

A música clássica não precisa de conhecimentos técnicos para ser apreciada e está muito mais presente no dia a dia do que grande parte do público imagina. A avaliação é do maestro Roberto Minczuk em entrevista ao programa Canal Livre, que vai ao ar neste domingo (30).
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Durante o programa, Minczuk defendeu a desmistificação do gênero e destacou que a experiência de ouvir uma orquestra deve ser natural e intuitiva.
“Não precisa ser entendido de música clássica para gostar. Eu faço esse paralelo com a gastronomia: às vezes eu não entendo as técnicas que estão sendo usadas e exatamente os ingredientes de tudo o que vai naquela receita. A música é como a comida”, disse.
Presença na cultura pop e formação de público
O regente apontou que elementos da música clássica já fazem parte do repertório cultural das novas gerações, surgindo em trilhas sonoras de cinema, como nas composições de John Williams, e até em temas de videogames.
Para Minczuk, concertos didáticos voltados para crianças e jovens desempenham um papel fundamental em quebrar barreiras e atrair novos ouvintes.
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Ao abordar as divisões entre estilos musicais, o maestro foi categórico sobre o que realmente importa na arte.
“A gente costuma dizer que tem dois tipos de música: a boa e a ruim. Tem sertanejo muito bom, tem sertanejo que é ruim. Tem samba bom, mas tem samba que não é tão bom. A mesma coisa: tem música clássica boa e música clássica que não é. Aquilo que tem qualidade vai encantar”, afirmou o maestro.
Pontes com a MPB e o Rock
Como forma de aproximar a orquestra de diferentes públicos, o maestro relembrou parcerias com grandes nomes da música popular brasileira e do rock nacional, incluindo colaborações com Gal Costa, Caetano Veloso, Djavan, Os Paralamas do Sucesso e Legião Urbana, além de apresentações em edições do Rock in Rio.
Segundo Minczuk, cruzar as fronteiras entre o erudito e o popular fortalece a cena cultural e mostra a versatilidade dos arranjos sinfônicos.
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Canal Livre
No Canal Livre deste domingo, Roberto Minczuk fala sobre a nova e audaciosa superprodução da Orquestra Sinfônica paulistana: a ópera “Don Carlo”, de Giuseppe Verdi, conta como o aprendizado de música muda a vida de crianças pobres da periferia e responde porque o Brasil tem menos espaço do que deveria no cenário internacional da música erudita.
Participam como entrevistadores os jornalistas Fernando Mitre, Giba Smaniotto e a editora-chefe do canal Arte 1, Gisele Kato. A apresentação é de Rodolfo Schneider.
O Canal Livre vai ao ar neste domingo (30), às 20h, na BandNews TV e no canal Band Jornalismo do YouTube. Mais tarde, às 23h, o programa será exibido na tela da Band, após o Som dos Oceanos.
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