Taxa de desemprego chega ao menor patamar para um mês de maio
Dados da Pnad Contínua divulgados pelo IBGE apontam para mercado de trabalho aquecido e aumento no rendimento médio mensal do trabalhador brasileiro
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nessa sexta-feira (26) que a taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,6% no trimestre encerrado em maio de 2026. A colunista de economia da BandNews FM, Juliana Rosa, analisou o índice, que representa o menor patamar para o período desde o início da série histórica em 2012.
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A jornalista avalia que o recuo demonstra a consolidação da retomada do emprego no país, impulsionada pelo aquecimento gradual da economia brasileira no decorrer do ano.
De acordo com o levantamento da Pnad Contínua, o principal levantamento do IBGE sobre o mercado de trabalho, além da queda no desemprego, os salários dos brasileiros apresentaram evolução positiva. O rendimento médio real do trabalho subiu de aproximadamente 3.500,00 registrado em 2025 para R$ 3.726,00 no atual período.
Segundo Juliana, esse avanço na renda consolida um cenário de expansão na massa salarial, que superou a marca de R$ 377 bilhões no fechamento do trimestre.
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Sazonalidade e comportamento do mercado de trabalho
Juliana aponta que o recuo do desemprego segue um padrão sazonal já conhecido no cenário macroeconômico.
No início de cada ano, o mercado costuma registrar a dispensa de trabalhadores temporários contratados para as festas de fim de ano, elevando temporariamente os índices de desemprego. A partir do segundo trimestre, a contratação de mão de obra volta a acelerar de forma contínua em diversos setores produtivos.
A colunista aponta que a taxa de 5,6% é excepcionalmente baixa. O resultado demonstra que o mercado nacional mantém um fôlego robusto de absorção de profissionais, mesmo sob pressões inflacionárias.
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As forças econômicas em disputa até o fim do ano
Segundo a jornalista, a sustentação desse ritmo positivo de contratações deve enfrentar um cabo de guerra entre duas forças econômicas distintas nos próximos meses. Por um lado, persistem fatores que desaceleram a economia, como a taxa de juros elevada, o alto endividamento das famílias e a inflação pesada de itens básicos, como a alimentação.
Além disso, o ano eleitoral atua como um forte estímulo financeiro, impulsionado pela liberação de recursos e investimentos governamentais no mercado. A colunista alega que essas duas forças resultem em uma desaceleração controlada. O Produto Interno Bruto (PIB) nacional deve seguir em rota de crescimento, com projeções que ainda apontam para uma alta acima de 2% para o consolidado de 2026.
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