Veja cinco músicas que mostram a importância de Canisso para o rock do Brasil
Baixista que morreu nesta segunda-feira (13) criou riffs que caíram no gosto do público com os Raimundos

O baixista Canisso era um homem de poucas palavras, mas que fazia do seu baixo uma voz grutural com riffs que marcaram a história da banda Raimundos e do rock nacional. O músico que morreu nesta segunda-feira (13), aos 57 anos, deixou uma legião de fãs pelo seu estilo sisudo e divertido, capaz de misturar rock pesado com forró e balada.
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Canisso sempre exaltou a banda Raimundos: “Raimundos é a minha vida, a trilha sonora do meu romance com a Dree, criei meus filhos e os sustento com ela, não sinto nada além de amor e orgulho por essa banda, sempre!!! Falamos m… em algumas letras pra chocar e divertir, nunca pra ofender ninguém”, escreveu no Twitter em 2020. Relembre a história dos Raimundos aqui.
‘Be a Bá’
O riff de Canisso no baixo dita o ritmo dessa música que parece um faroeste vivido no sertão nordestino e cita até Lampião. Acrescido da guitarra de Digão e a bateria fica impossível ficar parado no chão.
‘Eu quero ver o oco’
A introdução da música feita com o baixo de Canisso prepara o público para uma letra histórica sobre a relação de homens e carros. O vocalista Rodolfo gostava de contar histórias e relatou o dia em que prendeu o dedo na porta de um Opala. E Canisso colaborou com a história de quando capotou seu Fusca azul e foi para o cinema logo após o acidente.
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'Nega Jurema'
Canisso não só dita o ritmo frenético dessa música que fala sobre uma chuva que dá no sertão e faz nascer planta de fumar por todo o lugar como "empresta' os filhos para um dos versos cantados por Rodolfo Abrantes.
Pois foi Antônio, filho de José Pereira,Que no meio da bagaceira olhou pro céu e a rezarPediu pra Santo Antônio, São Pedro ou Padim CíceroOu pros filhos do Canisso que viessem ajudar
‘Puteiro em João Pessoa’
Canisso e Digão ditam o ritmo da batida da música que conta a história de um adolescente que é levado pelos primos para perder a virgindade.
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‘Esporrei na manivela’
Canisso diz que essa música não envelheceu bem, por falar de abuso sexual (além de abusar dos palavrões). Mas seu riff com o baixo introduzindo a música bem ao estilo forró+rock que marcou o início dos Raimundos entrou para a história. O baixista destacava que algumas músicas a banda “envelheceram mal”, como “Me lambe”, que incentivava pedofilia, e dizia que nem participou da gravação dessa música.
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