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Voto dissidente de Luiz Fux despertou maior interesse dos brasileiros

Sala Digital analisa comportamento de buscas durante o julgamento de Bolsonaro sobre trama golpista

2 min

12/09/2025 15:52 • Atualizado há 354 dias

Voto dissidente de Luiz Fux despertou maior interesse dos brasileiros

O julgamento do chamado “núcleo crucial” da ação penal que apura a tentativa de golpe de Estado no país dominou o noticiário e o interesse dos brasileiros nas duas últimas semanas. Na quinta-feira (11), os oito réus, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, foram condenados pela 1ª Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) por quatro votos a um.

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A Sala Digital, uma parceria entre a Band e o Google, monitorou o julgamento para entender o comportamento e o interesse dos brasileiros pelos ministros e os réus do processo. Apesar de ser minoria na votação, a manifestação de Luiz Fux foi a que atraiu mais buscas – a análise conta o interesse de buscas sobre cada ministro no dia em que proferiu seu voto.,

Na quarta-feira (10), Fux começou o voto por volta das 9h e avançou pela manhã, tarde e noite, terminando perto das 23h. Ele foi o único a decidir pela absolvição de seis dos oito réus, incluindo Jair Bolsonaro, e manifestou-se favorável a condenação de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, e Walter Braga Netto, ex-ministro e candidato a vice de Bolsonaro em 2022, pelo crime de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

A ministra Cármen Lúcia foi a segunda mais buscada pelo voto na quinta-feira (11). Sua decisão formou a maioria necessária para a condenação dos oito réus. O terceiro colocado é Cristiano Zanin, presidente da Corte e que fechou a votação. Alexandre de Moraes, relator do caso, ficou apenas na quarta posição e Flávio Dino, com seu voto rápido, foi o menos buscado.

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Já entre os réus condenados, Jair Bolsonaro domina o interesse de busca, com índice 40 vezes maior o do segundo colocado, Mauro Cid. O interesse maior pelo ex-ajudante de ordens se dá pelo acordo de delação premiada firmado pelo militar e abordado durante as sessões da 1ª Turma do STF. Os dados compreendem o interesse desde o início do julgamento, no dia 2 de setembro.

Fecha o pódio Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) e deputado federal. Dos oito réus, ele é o único que respondia e foi condenado por apenas três dos cinco crimes: organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.

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