Cabo morto em assalto em SP atuava na PM há 23 anos e deixa três filhos
O corpo do cabo Paulo Roberto Lima Pereira, de 44 anos, foi velado na Câmara Municipal de Poá

O corpo do policial militar Paulo Roberto Lima Pereira, de 44 anos, foi velado na manhã deste domingo (30) na Câmara Municipal de Poá, na Grande São Paulo, e posteriormente transportado em um caminhão do Corpo de Bombeiros até o Cemitério da Paz, na mesma cidade. O agente integrou a Polícia Militar por 23 anos e atuava há três anos na Companhia de Ações Especiais de Polícia (Caep) em Suzano.
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Dinâmica do crime na Marginal Tietê
O crime aconteceu por volta das 21h da última sexta-feira, quando o policial estava de folga e se dirigia a um compromisso na capital paulista. De acordo com as investigações, ele parou o carro no acostamento da Marginal Tietê para verificar um pneu quando foi abordado por três criminosos suspeitos de integrar a chamada gangue da pedrada. Os suspeitos perceberam que a vítima era policial, roubaram sua arma e efetuaram três disparos, sendo um deles na cabeça.
Um agente da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) presenciou parte da ação criminosa. Os suspeitos fugiram levando a arma do agente e são procurados pelas autoridades. O caso é investigado pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), vinculado ao Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). A polícia segue em diligências para localizar os autores do crime.
Histórico na corporação e repercussão
Segundo o comandante da Caep, subordinada ao Comando de Policiamento de Área Metropolitana 12, o cabo era morador de Poá e uma figura muito querida e conhecida em toda a região do Alto Tietê. O comandante relatou que a cidade parou em sinal de luto e destacou a dedicação e a honra do policial no cumprimento do dever. A presidente interina do Conseg também definiu o policial como uma pessoa amável e sempre disposta a acolher.
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Ao longo de duas décadas de corporação, o policial passou pelo 32º Batalhão de Poá, pela Força Tática e pelo Segundo Batalhão de Choque em São Paulo. Além da trajetória profissional, o agente era faixa-marrom de jiu-jitsu, atuava como instrutor de defesa pessoal da polícia e planejava estruturar um projeto social para ensinar a modalidade a crianças. O policial era divorciado e deixa três filhos, de 24, 15 e 13 anos.
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