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Prisão domiciliar é aceita para policial investigada por ''plantar'' provas

O parecer considera o agravamento do estado físico e psicológico de Ana Luíza, presa desde 18 de setembro

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30/09/2026 15:42 • Atualizado há 17 dias

Prisão domiciliar é aceita para policial investigada por ''plantar'' provas

Após um novo pedido da defesa para substituir a prisão preventiva da investigadora da Polícia Civil Ana Luíza Guimarães Carvalho por domiciliar, o Ministério Público de Minas mudou a posição apresentada anteriormente e, agora, se manifestou a favor da medida. O parecer considera o agravamento do estado físico e psicológico de Ana Luíza, presa desde 18 de setembro. Ela é investigada por suspeitas de plantar provas durante operação do Departamento Estadual de Combate ao Narcotráfico (Denarc).Investigação da Corregedoria-Geral da Polícia Civil começou após denúncias de pessoas alvo de operação realizada em 7 de agosto. Segundo o MP, os policiais envolvidos são investigados por suspeitas de tráfico de drogas, falsidade ideológica, denunciação caluniosa, abuso de autoridade, cárcere privado e associação criminosa.Antes do cumprimento do mandado de busca e apreensão, Ana Luíza e o investigador Rodrigo Otávio Andrade teriam abordado dois homens em um endereço e o levaram para outro. Durante a busca em um quarto, encontraram arma, carregador e dinheiro. Ana Luíza teria orientado o investigador Rafael Egg Macedo a voltar ao local para nova busca. Ele teria retornado sozinho e encontrou o tablete de uma substância semelhante a maconha.O MP aponta que nenhuma testemunha civil acompanhou esse segundo momento. Análises de vídeos feitos por câmeras diferentes também não teriam identificado a presença do tablete antes do retorno. Os elementos são usados na investigação de que a droga teria sido colocada pelo policial. As defesas contestam as acusações.A Corregedoria pediu a prisão preventiva de Ana Luíza, Rodrigo Otávio e Rafael Egg, que tiveram a prisão decretada pela Justiça. Em manifestação anterior, o MP havia defendido a manutenção da preventiva. Diante de novos documentos, a posição mudou.Relatório médico citado no processo aponta ansiedade, inapetência e perda de peso – de 70 para 61 quilos. Há preocupação com possível risco de autoextermínio. A prisão domiciliar será acompanhada por monitoramento eletrônico.

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