Suspeitos de integrar grupo ligado ao CV em BH são presos
O grupo é suspeito de envolvimento com o tráfico de drogas e homicídios em Belo Horizonte e Ribeirão das Neves

Quatro pessoas foram presas nesta sexta-feira (16) durante uma operação da Polícia Civil, que tem como alvo uma organização criminosa ligada ao Comando Vermelho. O grupo é suspeito de envolvimento com o tráfico de drogas e homicídios em Belo Horizonte e Ribeirão das Neves.
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A operação cumpriu 20 mandados de busca e apreensão, e um dos cinco mandados de prisão expedidos pela Justiça continua em aberto. Segundo o delegado Felipe Forjas, a operação foi desencadeada a partir do assassinato de um motociclista de 22 anos, em 16 de junho, no bairro Primeiro de Maio, na Região Norte de Belo Horizonte.
De acordo com as investigações, a vítima estava em uma moto com a namorada quando foi perseguida por criminosos em um Chevrolet Onix branco clonado. O carro bateu contra a motocicleta, derrubando o casal. Em seguida, os suspeitos desceram do veículo e atiraram contra o jovem. Pelo menos 29 disparos atingiram a vítima. A namorada também ficou ferida.
Dois suspeitos de participação direta no homicídio já haviam sido presos durante etapas anteriores da investigação. Nesta sexta-feira, outras quatro pessoas foram detidas. Durante o cumprimento dos mandados, os policiais também encontraram drogas nas casas de dois alvos, que devem responder por tráfico de drogas.
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A Polícia Civil aponta ainda uma ligação entre o grupo Troca Égua e o Comando Vermelho. Segundo o delegado, integrantes da organização teriam viajado ao Rio de Janeiro para manter contato com a facção. Os investigadores reuniram imagens que, de acordo com ele, mostram suspeitos com armamento pesado na comunidade da Rocinha.
A investigação avançou depois que um dos envolvidos abandonou um celular e um comprovante de consulta odontológica dentro do carro usado no homicídio. O veículo apresentou uma pane após o ataque, e os suspeitos fugiram a pé. Os materiais ajudaram a polícia a identificar envolvidos e aprofundar as apurações.
As investigações continuam e a Polícia Civil espera concluir o inquérito em cerca de 30 dias.
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