Ministério Público apura fiscalização de prédio que desabou e matou 6 em SP
MP investiga fiscalização de imóvel após desabamento de prédio que matou seis pessoas em SP
O Ministério Público solicitou à Prefeitura de São Paulo esclarecimentos sobre a fiscalização do prédio que desabou no último dia 12 na Penha, Zona Leste da capital paulista, deixando seis mortos. O órgão quer ter acesso ao histórico de vistorias, multas, embargos e interdições do imóvel desde 2019 e aos documentos que embasaram uma vistoria de fevereiro de 2024.
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Os pedidos fazem parte de duas frentes de apuração abertas pelas promotorias de Justiça de Habitação e Urbanismo e do Patrimônio Público e Social da Capital.
Em uma delas, o Ministério Público também quer saber quais medidas foram adotadas pela Subprefeitura da Penha após o desabamento e se ainda há risco estrutural no local que exija interdição, estabilização ou demolição.
A Promotoria de Patrimônio Público e Social solicitou ainda a identificação dos servidores responsáveis pela fiscalização do imóvel desde 2019 e informações sobre a estrutura disponível para esse trabalho na época, incluindo eventual deficiência de pessoal. A controladoria-geral do município deverá informar se há sindicâncias ou procedimentos administrativos para apurar irregularidades na fiscalização.
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Embargo da obra e queda da estrutura
O prédio em construção desabou na madrugada de 12 de setembro sobre uma casa que ficava ao lado. Seis pessoas da mesma família morreram, entre elas uma criança e uma mulher grávida. Um homem e uma menina foram resgatados com vida.
Segundo a prefeitura, a construção começou em 2019 sem alvará e foi alvo de sucessivas fiscalizações. O município aplicou multas e determinou a interdição da obra. Em 2021, após o descumprimento das determinações, a Procuradoria-Geral do Município obteve na Justiça uma liminar para interromper os trabalhos.
Um novo projeto foi apresentado em 2022, e um alvará foi concedido em agosto de 2023, condicionado à demolição da estrutura anterior. Em fevereiro de 2024, uma vistoria da subprefeitura resultou em um laudo que atestava o cumprimento da exigência.
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A vistoria é investigada pela Controladoria-Geral do Município. Segundo a apuração preliminar da prefeitura, informações obtidas com moradores e imagens de satélite indicam que a demolição prevista no alvará não teria sido realizada.
Após o desabamento, um dos sócios-proprietários da construtora New Home, empresa responsável pela edificação de 12 andares que desabou foi preso. Outros dois sócios da empresa permanecem foragidos.
Com Estadão Conteúdo
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