Delegada do PCC é presa suspeita de vazar informações sigilosas para facção
Ela é investigada por supostamente receber R$ 50 mil para repassar informações

Uma delegada da Polícia Civil do Pará foi presa em um hotel em Brasília durante uma megaoperação contra o crime organizado, suspeita de receber propina para proteger integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC).
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Maria Virgínia Grimwood Pinto é investigada por supostamente receber R$ 50 mil para repassar informações restritas da segurança pública e favorecer criminosos da facção.
Esquema financeiro e investigação
O namorado da delegada, Renato Henrique do Carmo, conhecido como "Gordão" e apontado como uma liderança do PCC em Pernambuco, também foi preso em um resort de luxo no Recife. A investigação revelou um esquema que movimentou mais de R$ 14 milhões por meio de empresas, documentos falsos e contas de terceiros.
A apuração começou em janeiro de 2023 após a prisão de Gordão em Ipojuca (PE). Embora ele tenha sido solto na época, a polícia obteve autorização judicial para extrair dados do celular apreendido, o que permitiu identificar os supostos colaboradores e a ligação com a delegada.
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Alvos e crimes apurados
Deflagrada pela Polícia Civil de Pernambuco, a operação cumpriu mandados em três estados e no Distrito Federal, incluindo ordens de prisão, busca e apreensão, bloqueio de contas e sequestro de bens. O caso apura crimes de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, corrupção, violação de sigilo funcional e falsidade ideológica.
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