Adolescente diz que GM já o abordava havia um mês em Curitiba
Segundo boletim de ocorrência, jovem de 17 anos relatou propostas de cunho sexual, abordagens perto da escola e ameaças; servidor apresentou outra versão à polícia
O adolescente de 17 anos envolvido na ocorrência com um guarda municipal no Alto da Glória, em Curitiba, afirmou à polícia que as abordagens do servidor teriam começado cerca de um mês antes da confusão registrada na noite desta quarta-feira (26).
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O relato consta no boletim de ocorrência registrado após o episódio que terminou com o padrasto do jovem baleado no abdômen e o guarda municipal agredido.
Segundo o adolescente, ele já teria visto o servidor circulando e observando-o em outras ocasiões, inclusive nas proximidades da escola.
Adolescente relata propostas em troca de dinheiro
De acordo com o boletim, o jovem afirmou que, em uma das abordagens, o guarda teria oferecido dinheiro em troca de um ato sexual.
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O adolescente disse ainda que, dois dias depois, teria sido novamente abordado. Nessa ocasião, segundo o relato, o servidor teria oferecido um valor maior, perguntado sua idade e continuado com a proposta mesmo após saber que ele tinha 17 anos.
O jovem também declarou que o guarda teria feito referência ao fato de estar armado e possuir uma faca. Todas essas informações fazem parte do relato prestado pelo adolescente e ainda serão apuradas pela Polícia Civil.
Mãe e padrasto já sabiam das abordagens
O boletim registra ainda que a mãe e o padrasto do adolescente já tinham conhecimento das situações anteriores.
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Na noite desta quarta-feira, ao perceber novamente a presença do servidor na região, o jovem relatou que ficou com medo e pediu que o padrasto o acompanhasse.
Segundo essa versão, o padrasto se aproximou do guarda para questioná-lo sobre as abordagens anteriores. Foi durante esse encontro que começou a confusão.
Discussão terminou com dois disparos
O adolescente afirmou que o guarda sacou a pistola quando foi abordado pelo padrasto. Na sequência, houve uma tentativa de retirar a arma das mãos do servidor e dois disparos foram efetuados.
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Um dos tiros atingiu o padrasto na região abdominal.
Depois dos disparos, os dois caíram no chão. O adolescente disse que entrou na luta para tentar proteger o padrasto e conseguiu retirar a arma do guarda, jogando-a para longe.
Guarda apresentou outra versão
O servidor negou essa dinâmica ao prestar depoimento.
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Segundo o relato dele registrado no boletim, o guarda passava pelo local de patinete, acenou para o adolescente e parou para mexer no celular.
O servidor afirmou que o padrasto se aproximou e começou a agredi-lo. Disse ainda que sacou a pistola institucional e efetuou dois disparos para se defender.
O padrasto foi encaminhado ao Hospital Evangélico e estava em procedimento cirúrgico quando a ocorrência chegou à Central de Flagrantes. O guarda também ficou ferido e foi levado ao Hospital do Trabalhador.
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Nota da Guarda Municipal
A Guarda Municipal de Curitiba informa que o servidor estava de folga no momento da ocorrência. A instituição não tolera qualquer conduta incompatível com a função pública. A Corregedoria acompanha o caso desde o início e adotará todas as medidas cabíveis, com rigor, a partir da apuração dos fatos pelas autoridades competentes.
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