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Adolescente muda versão sobre bebê abandonado em Piraquara

Jovem de 16 anos afirmou à defesa que não foi vítima de abuso e apontou rapaz de 19 anos como possível pai da criança

3 min

27/08/2026 19:27 • Atualizado há 4 dias

A adolescente de 16 anos que abandonou uma recém-nascida em um terreno de Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, mudou a versão apresentada inicialmente à Polícia Civil. Agora, segundo a defesa, ela afirma que não foi vítima de abuso sexual e que a bebê é fruto de um relacionamento com um jovem de 19 anos.

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No primeiro depoimento, a adolescente havia relatado que a gravidez teria sido consequência de uma violência sexual. Três dias depois do caso, com a atuação da advogada criminalista Louise Mattar Assad, a jovem apresentou uma nova versão.

Segundo a defesa, o rapaz de 19 anos apontado como possível pai da criança já foi localizado e se colocou à disposição para realizar um exame de DNA. Caso a paternidade seja confirmada, ele teria manifestado interesse em ficar com a guarda da bebê.

Adolescente diz que não sabia que estava grávida

Apesar de mudar a versão sobre a origem da gravidez, a adolescente mantém a afirmação de que não sabia que estava grávida até o momento do parto.

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A defesa afirma que, entre maio e agosto, a jovem procurou uma unidade de saúde quatro vezes relatando sintomas como desmaios, dor de estômago, desconforto abdominal, enjoos e prisão de ventre.

Segundo a advogada, não teria sido solicitado teste de gravidez durante esses atendimentos. Para Louise Mattar Assad, caso houvesse suspeita de gestação nas consultas, essa informação deveria constar no prontuário médico.

Procurada, a Secretaria de Saúde de Piraquara informou que não comentaria o caso em razão do sigilo médico e por envolver uma adolescente.

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Defesa diz que bebê ficou pouco tempo no terreno

A criança nasceu na madrugada de segunda-feira (24).

Segundo a versão apresentada pela defesa, a adolescente teria ficado assustada após o parto e acreditado que a recém-nascida estivesse morta, porque a criança não chorava e apresentava a pele esbranquiçada.

Em meio ao desespero, ela teria enrolado a bebê e deixado a criança em um terreno próximo de casa.

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Ainda conforme a advogada, ao retornar para casa, a jovem ouviu o choro da recém-nascida e voltou ao local para buscá-la. Ao perceber que uma vizinha já estava próxima da criança, ficou com medo e retornou para casa.

A defesa afirma que a bebê teria permanecido no terreno por menos de dois minutos.

Bebê permanece internada no Hospital de Clínicas

A recém-nascida continua internada no Hospital de Clínicas, em Curitiba, e está, neste momento, sob responsabilidade do Conselho Tutelar.

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A mãe já recebeu alta médica e está na casa de familiares.

O possível pai da criança deverá passar por exame de DNA para confirmar ou descartar a paternidade.

Defesa critica condução da investigação

A Polícia Civil apura o caso e avalia possíveis enquadramentos relacionados ao abandono da criança e à hipótese de tentativa de infanticídio.

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A defesa da adolescente, porém, contesta a condução do inquérito. Louise Mattar Assad afirma que não teriam sido seguidos os protocolos adequados para a oitiva de adolescentes.

A advogada também argumenta que a jovem acreditava que a criança estava morta no momento em que a deixou no terreno, circunstância que, segundo a defesa, deve ser considerada na análise jurídica do caso.

Polícia Civil nega irregularidades

Em nota, a Polícia Civil do Paraná informou que não houve descumprimento de procedimento legal nem violação dos direitos da adolescente durante as diligências.

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Segundo a corporação, a jovem foi formalmente ouvida na unidade policial, com registro audiovisual e na presença da mãe, com respeito às garantias previstas para o atendimento de adolescentes.

A PCPR também informou que adotou medidas para preservar a identidade da jovem.

As investigações continuam para esclarecer todas as circunstâncias relacionadas ao parto, ao abandono da recém-nascida e à nova versão apresentada pela adolescente.

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