Caso Kemily Cain: trio é indiciado por homicídio, tráfico e vilipêndio
Polícia conclui inquérito sobre morte da jovem de 19 anos em Matinhos; dois homens forneceram ecstasy e um terceiro violou o corpo

A Polícia Civil do Paraná, por meio da Delegacia de Matinhos, concluiu nesta quarta-feira (29 de julho de 2026) o inquérito sobre a morte de Kemily Lorrana Cain, 19 anos, ocorrida em 28 de março, no litoral do estado, com o indiciamento de três homens.
Continua depois da publicidade
O procedimento foi remetido ao Poder Judiciário e ao Ministério Público do Paraná, que agora vão analisar as imputações e decidir sobre o oferecimento de denúncia contra os investigados.
Laudos apontam causa da morte
De acordo com laudos de necropsia e toxicológico elaborados pela Polícia Científica do Paraná, a jovem morreu em decorrência de edema agudo de pulmão provocado por choque cardiogênico.
Os exames laboratórios identificaram a presença das substâncias sintéticas MDMA e MDA no organismo de Kemily, apontadas pelos peritos como gatilho biodinâmico para o colapso cardiovascular.
Continua depois da publicidade
Fornecimento de ecstasy e omissão em socorro
A investigação apurou que os suspeitos transportavam e forneceram comprimidos de ecstasy ao grupo durante o trajeto entre São José dos Pinhais e o litoral paranaense.
Mesmo diante da piora física e mental da vítima, que apresentou surto psicomotor, delírios e autolesões ainda na rodovia, os indiciados não a levaram imediatamente a um serviço de saúde.
Segundo a Polícia Civil, o grupo preferiu estacionar o veículo na praia de Matinhos para tomar banho de mar, e só buscou atendimento na UPA Praia Grande quando Kemily já estava sem vida no interior do carro.
Continua depois da publicidade
Crimes atribuídos aos três investigados
Por essas condutas, dois dos homens foram indiciados por homicídio consumado com dolo eventual, hipótese em que o agente assume o risco de produzir o resultado morte.
Eles também vão responder por tráfico de drogas, com causa de aumento de pena pelo envolvimento de menor de idade, e um deles foi ainda indiciado por coação no curso do processo, por ameaças a testemunhas.
O terceiro investigado, que se apresentou falsamente como socorrista e realizou atos de cunho libidinoso, como beijos lascivos, contra o corpo de Kemily já sem vida no veículo, foi indiciado por vilipêndio de cadáver.
Continua depois da publicidade
Nota da polícia destaca trabalho pericial
Em comunicado, a Polícia Civil do Paraná afirma que o desfecho do caso reafirma "a excelência e o rigor técnico do trabalho investigativo".
A corporação destaca que a atuação minuciosa, em integração com as provas periciais, permitiu reconstruir a dinâmica dos fatos e apontar a responsabilização dos envolvidos pela morte da jovem no litoral.
Fique por dentro das últimas
notícias
