Com a proximidade das eleições, especialistas em seguros alertam motoristas
Alterar finalidade do veículo sem avisar corretor pode tirar proteção em caso de acidente, roubo ou furto
Com a proximidade das eleições, especialistas em seguros alertam motoristas que pretendem usar carros particulares em campanhas eleitorais sobre o risco de perder a cobertura se não informarem à seguradora a mudança de uso do veículo.
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Mudança de finalidade pode cancelar a proteção
Em anos de votação, é comum que eleitores e cabos eleitorais utilizem o próprio carro para trabalhar em ações de rua, colando adesivos, transportando equipamentos e levando pessoas para eventos de candidatos e partidos.
Quando a apólice descreve o veículo como de uso exclusivamente particular e ele passa a ser utilizado com finalidade profissional durante a campanha, a seguradora pode entender que houve aumento de risco não comunicado e, por isso, negar indenização em caso de sinistro.
Segundo o supervisor de vendas Renato Pavani, da Prime Broker, essa mudança de perfil precisa constar no contrato para que o motorista mantenha o direito à cobertura, especialmente em situações de acidente, roubo ou furto.
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Ele destaca que atividades como transportar materiais de propaganda, circular com o veículo adesivado em ações de divulgação e levar apoiadores para comícios caracterizam uso para trabalho, diferente do deslocamento cotidiano descrito como particular em muitos seguros.
Importância de avisar o corretor antes do início da campanha
A campanha eleitoral começa oficialmente em 16 de agosto, e quem pretende usar o carro particular a serviço de candidatos deve procurar o corretor de seguros antes dessa data para informar a mudança de utilização.
De acordo com Pavani, o profissional vai avaliar o novo perfil de risco, solicitar a atualização da proposta e emitir um endosso com as condições ajustadas. Em alguns casos, o valor do seguro pode subir, já que o carro ficará mais exposto, mas essa revisão é fundamental para evitar surpresas na hora de acionar a apólice.
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O supervisor recomenda que o motorista esclareça detalhadamente como o veículo será usado durante a campanha, seja apenas para circular com adesivos ou para transporte frequente de pessoas e equipamentos, a fim de que o contrato reflita fielmente a realidade.
Sem essa comunicação prévia, quem utiliza o carro em atividades eleitorais corre o risco de descobrir, somente após um sinistro, que o seguro não cobre aquele tipo de uso. A orientação dos especialistas é sempre informar qualquer alteração relevante no perfil do veículo à seguradora.
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